O secretário de Saúde Felippe Machado disse que Londrina deve seguir as determinações impostas pelo governo do estado, pelos próximos 15 dias.
As medidas mais restritivas impostas em um decreto, assinado pelo governador Ratinho Junior, prevê a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas, das 23 horas às 5 horas, e a eventos com mais de dez pessoas. As medidas restritivas, segundo o governo do estado, são para evitar a propagação do coronavírus e conter o aumento das infecções no Paraná.
Em clima de Natal, Londrina prepara uma programação para o período, mas segundo o secretário, como as aglomerações estão proibidas, até dia 19, não poderá haver eventos que tenham mais de 10 pessoas.
“Não falamos com a Acil, mas pelos próximos 15 dias a cidade permanecem obrigadas a seguir esse decreto”.
Segundo o secretário a fiscalização do cumprimento do decreto em Londrina fica a cargo da Polícia Militar.
LEIA TAMBÉM
Paraná restringe consumo de bebidas alcoólicas e proíbe eventos com mais de 10 pessoas
Londrina tem decretos que impõe medidas de restrição, mas que perdem a validade, quando há outras normas mais restritivas estaduais ou federais. A situação é válida no contexto da pandemia.
“Nesse momento o decreto do governo do estado traz uma restrição que o município já tinha iniciado uma flexibilização, o município recua e acata”.
O governo do estado publicou outro decreto, nessa semana, restringindo a circulação de pessoas entre as 23h e as 5h, também pelos próximos 15 dias.
Leitos
Com o aumento de casos de Covid-19 em Londrina, o Hospital Universitário reabriu leitos exclusivos para pacientes com sintomas ou diagnóstico da doença. A ocupação já chega a 80% e segundo o secretário, a situação é preocupante e é preciso também conscientização das medidas sanitárias pelas pessoas. “A luz de alerta está acesa desde março, quando começou a pandemia. O processo desse vírus é dinâmico, percebemos que o estado teve uma mudança abrupta do cenário da Covid-19 e em Londrina essa tendência. Aqui em proporções menores, mas com aumento. Ter leito não pode fazer com que as pessoas entendam que as coisas estão melhores que em outros lugares e descuidar dos cuidados básicos”.