Uma pessoa que estava na Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Sabará na noite desta quinta-feira (26) gravou a situação que pacientes tiveram que enfrentar. Alguns de cadeiras de rodas e sem estimativa de atendimento. O local estava lotado e não havia cadeiras para todos. Muitos que buscavam consulta ou que apenas acompanhavam tiveram que esperar do lado de fora. Houve quem ficasse no chão ou encostado nas pilastras da unidade. Muitos esperavam pela triagem em pé.
O tempo de espera superou e muito o tempo normal de 1h10, estimado pela Secretaria de Saúde e chegou a 6h30 para fichas verdes, de atendimento de baixa complexidade.
Segundo o Secretário de Saúde, Felippe Machado, o problema na UPA Sabará começou ainda na manhã desta quinta-feira, quando houve falta de um médico. “Tivemos a falta de outro médico à noite, e isso somando-se ao dia ser pós-natal, o que aumenta muito a procura pelos serviços de saúde, infelizmente gerou um tempo acima da média que estamos buscando manter”, explica Machado.
O secretário explicou ainda que também foram registrados muitos casos de suturas. “São procedimento que demandam um tempo bem maior de atendimento, somado ao fato de termos ficado com a escala incompleta em dois períodos, ocasionou o tempo de espera fora da curva”, contou.
Em cada UPA, a escala fechada é composta por 6 médicos em cada período – sendo 5 clínicos gerais e 1 ortopedista. Segundo o secretário, no mesmo período, em que a UPA estava superlotada, o Pronto Atendimento do Jardim Leonor tinha 1h de espera e a UPA do Jardim do Sol estava com 2h.