Os sintomas começaram na sexta-feira e até agora não deram trégua ao José: em pleno feriado, ele teve que procurar o posto de saúde, que estava com sala de espera quase vazia. Ele fez o teste do laço e agora espera passar pelo médico. Em outros feriados, ele não conseguiria ser atendido na unidade do Jardim Itapoã, que fica na zona sul. Mas a Secretaria de Saúde manteve as portas abertas das 7 da manhã até o início da noite desta segunda-feira (4) para atendimentos de suspeita de dengue e casos confirmados.
A situação dos moradores da região é crítica: 155 já foram diagnosticados com a doença. A UBS Itapoã é a que mais recebeu pacientes com dengue desde o início do ano: segundo a coordenação, um movimento que não era visto há cerca de 5 anos. Desde janeiro cresceu em pelo menos 70% a quantidade de pessoas que procuram essa UBS com suspeita de dengue. Dos 155 casos da doença na região sul, 132 foram registrados lá.
Além da zona sul, quem mora no leste da cidade pode buscar atendimento na unidade básica do Armindo Guazi, onde o movimento também foi tranquilo neste feriado. A região tem a maior circulação de dengue tipo 2, um dos mais graves. São essas duas regiões que mais preocupam as autoridades de saúde em Londrina. Segundo o Secretário, o fumacê tem auxiliado a desacelerar o contágio mesmo com aplicação atrasada por conta da chuva nas últimas semanas.
Nesta terça-feira (5) as unidades básicas de saúde não abrem. Continuam funcionando: UPAs Sábará e centro-oeste (24h); pronto atendimentos dos jardins Leonor, Maria Cecília e União da Vitória; pronto atendimento psiquiátrico do CAPS III, PAI e Maternidade Municipal Lucilla Balallai.
Reportagem: Kathulin Tanan.