A funerária Cristo Rei não atende mais aos falecimentos na cidade de Curitiba. A rescisão contratual com o município foi notificada pelo Serviço Funerário Municipal e passou a valer a partir desta segunda-feira (10). O rompimento aconteceu em razão de uma tentativa de agenciamento de um corpo, prática ilegal e passível de punição pelo sistema. O caso foi noticiado pela Banda B em julho do ano passado.
“Abrimos um processo administrativo para apurar os fatos, seguindo o que rege a legislação do Serviço Funerário Municipal”, explicou a secretária do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias. “O sistema existe para proteger o cidadão de situações como esta”, completou.
O caso
Familiares de Deise Lu Nazário Betcher, morta no mês de julho em Curitiba, afirmam que um funcionário de funerária da capital paranaense pediu o pagamento de R$ 1,5 mil para burlar o sistema de rodízio de enterros da cidade. A mulher foi enterrada no Cemitério do Boqueirão contra a vontade da família, que foi impedida pelo serviço funerário municipal de transportar o corpo para o município de Maracajá (SC), onde mora toda a família Betcher.
O impedimento se deu pela falta de um comprovante de residência que assegurasse que ela realmente morava na cidade catarinense, antes de se tornar moradora de rua no Paraná. O caso foi noticiado pela Banda B e chamou a atenção de um funcionário da Cristo Rei , que teria buscado uma compensação financeira para, ilegalmente, liberar o corpo de Deise. O contato se deu pelo telefone com o irmão de Deise, Rinaldo Neto.
Fonte: Banda B