Se a pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), ainda tem causado enormes problemas em Toledo, com uma grande incidência de casos e de óbitos, isso tem mudado quando o assunto é a dengue, que parece ter alcançado uma estabilidade de casos no município.
De acordo com os dados divulgados pelo setor de endemias da Prefeitura de Toledo no dia 15 de julho, o município conta com 5.230 casos notificados da doença. No momento são 4.932 casos autóctones (Casos contraídos no município), 63 casos importados de outras localidades, além de 361 casos descartados. Até o último boletim informativo nenhum caso estava aguardando resultado. Toledo ainda teve quatro óbitos decorrentes da dengue no ano de 2020.
Para o diretor do setor de endemias da Prefeitura de Toledo, Selídio Schimitt, o avanço da proliferação das larvas do mosquito Aedes Aegypti foi estabilizado em Toledo. “No momento nós conseguimos diminuir consideravelmente o número de casos da doença em Toledo. Isso muito por conta do fumacê e também dos baixos índices de chuva e umidade registrados nas últimas semanas”, destacou, Schimitt.
Fumacê
O fumacê, inseticida utilizado para combater o mosquito Aedes Aegypti começou a ser aplicado em Toledo no dia 02 de maio, sendo concluído em 12 de julho. A pulverização foi realizada em todos os bairros e distritos do município.
Segundo, Selídio Schimitt, os resultados foram extremamente positivos. “Os resultados foram muito satisfatórios. Nós recebemos inúmeras reclamações de focos de lixo e de dengue todos os dias, mas após a aplicação do fumacê, essas reclamações reduziram em mais de 90%. Agora é manter os terrenos e residências em ordem para evitarmos um número considerável de casos nos próximos meses”, ponderou.
No dia 12 de março o prefeito de Toledo, Lucio de Marchi (PP), decretou situação de emergência no município por conta da epidemia de dengue, que foi uma das maiores dos últimos anos em todo o Paraná.
Após este decreto o município obteve a liberação para a aplicação do fumacê, que não chegou a Toledo em um primeiro momento, por conta de um atraso na distribuição do inseticida por parte do Ministério da Saúde. Somente no mês de maio a Prefeitura teve acesso ao produto, que foi aplicado em Toledo por equipes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).
Manutenção dos cuidados
Mesmo com os casos caindo, é super importante contar com a conscientização da população, que precisa se manter atenta aos cuidados com o seu terreno, lixo e residência. É o que pede, Selídio. “Não é tão comum termos dois anos consecutivos com um número elevado de casos de dengue. Mesmo assim é extremamente necessário que os cuidados sejam obedecidos pela população. É importante que todos efetuem a limpeza de suas casas e terrenos e também cuidem do seu lixo, local em que foram encontradas muitas larvas do mosquito da dengue durante o ano de 2020”.
A manutenção da limpeza das casas e terrenos é primordial para mantermos as larvas do mosquito Aedes Aegypti longe, no entanto, Selídio aponta que a maioria das pessoas não têm se atentado a isso. “Nossas equipes de agentes de endemias tem encontrado algumas dificuldades nas visitas às residências, por conta da pandemia de Covid-19. Porém nas visitas que estamos conseguindo efetuar, é fato que as pessoas estão deixando muito a desejar na questão de limpeza, o que cria um grande número de larvas e acarretará em mais casos no futuro. Penso que a nossa sorte nesse momento é que os índices de chuva tem sido baixíssimos”, informou.
Multas
Em Toledo caso sejam encontradas larvas do mosquito Aedes Aegypti em algum terreno ou residência, o proprietário receberá uma orientação e será notificado. Em caso de reincidência, o morador será novamente notificado e orientado. Caso a situação persista, o proprietário será multado em até 20 Unidades de Referência de Toledo (URT). Cada URT equivale a R$ 75,90, com as multas podendo chegar a R$ 1,518,00.
Fonte: Toledo News