Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cotidiano

Unesco aprova 26 propostas da UEL de combate ao racismo

21 ago 2020 às 18:42
Por: Da Redação

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai integrar a “Iniciativa para a Erradicação do Racismo na Educação Superior” – Iniciativa para la Erradicación del Racismo en la Educación Superior – proposta pela Cátedra da Unesco para Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina. A campanha “UEL na Luta contra o Racismo” foi idealizada por professores e estudantes de vários centros de estudos. A Unesco é órgão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Foram submetidos à Catedra Unesco 49 projetos, dos quais 26 propostas de ação foram contempladas e serão executadas de 15 de setembro a 15 de novembro.

Entre as atividades estão seminários, oficinas e cursos online, fóruns, programas de rádio e de televisão, produção audiovisual e campanhas de sensibilização. A Cátedra da Unesco para Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina está sediada na Universidade Três de Febrero, da Argentina.

A coordenadora da Comissão Universidade para os Índios (CUIA/UEL), professora Mônica Kaseker, do Departamento de Comunicação do Centro de Educação, Comunicação e Artes, explica que a proposta “UEL na Luta contra o Racismo” será aberta em setembro, com uma roda de conversa online, com narrativas contra o racismo na UEL, com a participação de professores, estudantes negros cotistas, estrangeiros e indígenas. “Teremos a gravação de microvídeos com relatos de vivências e estratégias de superação do racismo na UEL”.

O material audiovisual vai compor um acervo que já existe, produzido em anteriores por várias universidades que participam da iniciativa da Unesco. Outras ações previstas são conferência online e desenvolvimento de site para abrigar produção científica e acadêmica de combate ao racismo. Para Mônica Kaseker, a importância dessa campanha é dar visibilidade às ações de combate ao racismo no ensino superior, em um trabalho em rede integrando vários países da América Latina.

Outras notícias

Clube Águas Claras amplia ações ambientais e projeta participação em feiras científicas em 2026

UTI Neonatal do Hospital Policlínica Unimed completa um ano sem qualquer caso de infecção

Saúde da mulher como meta para 2026: por que incluir o check-up nas resoluções de Ano Novo?

A UEL fará parte da iniciativa juntamente com universidades, institutos e outras organizações da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México.

Do Brasil, foram contempladas sete propostas, que incluem diferentes instituições na organização e realização das ações. As atividades contra o racismo poderão usar os materiais produzidos pela Iniciativa para a Erradicação do Racismo na Educação Superior. Trata-se da coleção de textos Apuntes e, também, vídeos. Os materiais podem ser consultados no site da UNESCO.

RACISMO 

A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB UEL), professora Maria Nilza da Silva, do Departamento de Ciências Sociais do Centro de Letras e Ciências Humanas, afirma que o racismo é um mal que assola o mundo todo e precisa ser erradicado. Ela lembra que o racismo estrutural perpassa todas as instituições, inclusive a universidade, que até pouco tempo não tinha a presença de negros e indígenas, sobretudo em cursos de maior prestígio social.

Para ela, somente com as ações afirmativas, com diferentes formas de ações afirmativas, é que aumentou a presença de negros e indígenas no ensino superior. Ela destaca o sistema de cotas para negros e as vagas suplementares para indígenas. A professora Maria Nilza afirma que apenas as ações afirmativas não são suficientes. “Quando a população negra chega na universidade, muitas vezes, necessita de apoio, por exemplo, de bolsas para garantir a permanência com qualidade”. Ela afirma que o racismo ainda se manifesta na não valorização do conhecimento dos povos negro e indígena. A equipe do projeto “UEL na luta contra o racismo”, além da professoras Maria Nilza da Silva e Mônica, é composta pelo professor Jefferson Olivatto da Silva, do Departamento de Psicologia Social e Institucional do Centro de Ciências Biológicas; professora Andréa Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social do Centro de Ciências Sociais Aplicadas; professora Mariana Panta; pós-doutoranda e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia; pelos estudantes Alexandro da Silva, do curso de Ciências Sociais e representante da Articulação dos Estudantes Indígenas da UEL (Artein), e Amauê Lourenço Guarani Jacintho, também do curso de Ciências Sociais.


Com AEN

Veja também

Relacionadas

Cotidiano
Imagem de destaque

Tuiuti Esporte Clube encerra 2025 com avanços e projeta melhorias para 2026

Cotidiano
Imagem de destaque

Unipar Campus de Cascavel realizou mais de 1.700 atendimentos psicológicos no ano

Cotidiano

É possível conquistar a Aposentadoria Rural sem ter contribuído no INSS? Saiba como fazer

Cotidiano

Associativismo e valorização profissional são as bandeiras da nova gestão da AEAC

Mais Lidas

Cidade
Cascavel e região

Trilha do Sexo: o lado escondido do lago

Cidade
Londrina e região

Mulher fica presa sob ônibus em acidente no centro de Londrina

Cidade
Londrina e região

"Nunca fui pra diminuir", diz preso por racismo em Londrina

Cidade
Londrina e região

Indústria em Londrina utiliza robôs autônomos para otimizar produção

Cidade
Londrina e região

Novas imagens mostram último registro de primas antes de sumirem

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 77 | Gestão, Inovação e Conexão na Areia | Thiago Leme

Café com Edu Granado | EP 76 | Inovação, Marketing e Franquias | Jp Albuquerque

Podcast Fala Advocacia| EP 12 |Saúde Mental Materna e os Direitos das Mulheres

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.