Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia

Dólar volta a subir com perspectiva de novo corte de juros e vai a R$ 4,25

04 fev 2020 às 18:45
Por: Estadão Conteúdo

O dólar teve um dia volátil e acabou fechando em nova alta, de 0,21%, a R$ 4,2583. No final da tarde, o real operou descolado de outras moedas emergentes, que ganharam força ante a divisa americana nesta terça-feira, dia em que o Banco Central da China fez nova injeção de recursos em seu mercado financeiro. Os dados fracos da produção industrial brasileira de dezembro e das vendas de veículos em janeiro reforçaram a visão de corte de juros pelo Banco Central, na reunião de política monetária que termina na quarta-feira, 5, e aumentou a discussão sobre uma possível nova redução em março, o que torna o Brasil cada vez menos atrativo para investidores estrangeiros.

Nesta semana, porém, a perspectiva é de ingresso de capital externo no Brasil, por conta da bilionária venda de ações da Petrobras pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será fechada nesta quarta-feira. Hoje a ação ON da empresa subiu acima de 2% e a expectativa é que a oferta movimente mais de R$ 23 bilhões, dos quais se espera que os estrangeiros fiquem com parte importante.

Mas diante do reforço na percepção de corte de juros, o real acabou se descolando de outras moedas emergentes. O dólar caiu 0,66% no México, 0,96% na Rússia, 0,53% na África do Sul e 0,74% no Chile. Pela manhã, caiu a R$ 4,22, na mínima, na expectativa de fluxo e acompanhando o bom humor com a injeção de capital na China. Mas na máxima, perto do fechamento, foi a R$ 4,26.

"A queda acima do esperada da produção industrial de dezembro é uma evidência adicional da fraqueza da atividade no final do ano passado e reforça nossa visão de que o Copom vai optar por cortar os juros em 0,25 ponto porcentual amanhã", afirma o economista para mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Economics, William Jackson. Nesse ambiente, ele projeta que o câmbio vai seguir pressionado, com previsão de dólar terminando o ano em R$ 4,25.

Em dezembro, a produção industrial caiu 0,7%. Já as vendas de veículos recuaram 3,1% em janeiro ante o mesmo mês de 2019. Na avaliação do economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, além de reduzir a taxa, não dá para descartar que o BC opte amanhã por deixar as portas abertas para um novo corte em março, a depender da evolução dos próximos indicadores. Os juros baixos devem ajudar na recuperação da indústria, afetada pela forte desvalorização do peso argentino, que encareceu os produtos brasileiros no país vizinho.

Veja também

Relacionadas

Economia
Mais de 22 mil condutores do Paraná já renovaram a CNH de forma automática e gratuita

IPVA 2026: prazos para pagamento da segunda parcela iniciam na segunda-feira

Economia
Imagem de destaque

10 milhões de litros: Sanepar constrói o maior reservatório em aço da América Latina

Economia

Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai

Economia

Petrobras compra 42,5% de bloco de exploração de petróleo na Namíbia

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Vereadora quer acabar com validade dos créditos do transporte coletivo em Londrina

Cidade
Londrina e região

Bebê de sete meses morre após possível engasgo durante amamentação em Londrina

Cidade
Londrina e região

Londrina se despede de Cabral, o jornalista esportivo que batizou o LEC de "Tubarão"

Cidade
Londrina e região

Confronto com a PM termina com suspeito morto após perseguição em Jataizinho

Cidade
Londrina e região

Pais denunciam falta de itens em kits escolares e uniformes incompletos em Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 10 | ​​Azeite: o toque essencial na gastronomia

Podcast O Construtor | EP 1| A História da A.Yoshii | Leonardo Yoshii

Podcast Pulpor Talks | EP 1 | Dos Palcos à Periferia: A Cultura de Londrina | Marcão Kareca

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.