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Economia

Fiabci: presidenciáveis citam uso do FGTS de forma populista, o que preocupa

28 ago 2018 às 12:20
Por: Estadão Conteúdo

O presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci) no Brasil, Rodrigo Luna, afirmou estar preocupado com as manifestações dos candidatos à Presidência da República sobre possíveis alterações no modelo de remuneração do FGTS, cujos recursos são usados como fonte de financiamento dos imóveis enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV). "Cada um dos presidenciáveis cita o FGTS de forma populista. E isso tem nos preocupado muito", comentou nesta terça-feira, 28, durante debate que reuniu empresários do mercado imobiliário no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Luna ponderou que o MCMV está ancorado na disponibilidade de financiamento do FGTS no longo prazo para a compra e a construção de imóveis com taxas mais atraentes que as praticadas livremente no mercado, o que garante a viabilidade dos negócios no setor. Dessa forma, a manutenção das regras atuais do fundo é necessária, argumentou. "O Minha Casa Minha Vida depende de algumas diretrizes fundamentais, como a preservação do FGTS", disse.

No entanto, ele ponderou que frequentemente surgem críticas sobre o baixo nível de remuneração dos depósitos no fundo, o que representa uma deterioração do patrimônio dos trabalhadores cotistas. O problema, na sua visão, é a taxa básica de juros (Selic) em patamares altos ao longo dos últimos anos. "Os candidatos citam que a remuneração do FGTS não é adequada, dado o custo de oportunidade. O errado não é a remuneração, mas sim passarmos décadas com uma taxa de juros muito elevada. A falta de um ajuste fiscal é a causa dos juros elevados no País", criticou.

O presidente da Fiabci enalteceu o Minha Casa Minha Vida, que tem sido o motor do crescimento do mercado imobiliário no País, com participação crescente nos volumes de lançamentos e vendas. "O MCMV continua provando ser o maior programa habitacional de todos os tempos do Brasil, com mais de 4 milhões de unidades entregues. É um número absolutamente expressivo. Podemos afirmar que hoje temos o programa habitacional mais forte e importante do mundo na baixa renda."

Luna salientou que a resiliência do MCMV, apesar do ambiente desfavorável da economia brasileira, é uma prova da qualidade da concepção do programa. "O Brasil precisa de uma série de reestruturações. Mas algumas coisas funcionam bem, e uma delas é o MCMV. Por isso, ele precisa ser preservado e ampliado", defendeu.

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