Com a divulgação das últimas pesquisas eleitorais, o preço do dólar já começou a sofrer os primeiros impactos. A moeda americana subiu pela sexta vez este ano e ultrapassou os R$ 4, pela primeira vez em dois anos e meio. Segundo a professora de economia da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Michele Nunes, a oscilação do dólar é reflexo, principalmente, da divulgação das pesquisas eleitorais que indicaram as primeiras intenções de voto.
“Desde o início de 2018, o dólar vinha apresentando tendência de alta. Agora com a divulgação das pesquisas eleitorais, a moeda americana voltou a subir fortemente, ultrapassando R$ 4. A expectativa é que aumente ainda mais até o fim do ano”, analisa.
Segundo ela, alguns motivos contribuíram para a alta do dólar.
“O primeiro deles é a incerteza eleitoral com relação a quem irá vencer a eleição presidencial. Dessa forma, acredita-se que investidores mais cautelosos estejam fazendo a compra de dólares, de olho nas pesquisas que apontaram uma tendência para os candidatos que não estão alinhados com as atuais reformas do mercado. Movimento esse que leva ao enfraquecimento do real. Temos ainda fatores externos como a tensão comercial dos Estados Unidos com outros países, e a elevação das taxas básicas de juros dos Estados Unidos e na União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes”, complementa.