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Hypolito diz que tomou tapa após a desclassificação em Pequim

18 jun 2024 às 17:24
Por: Band
Diego Hypolito — Foto: Cadu Andrade

Diego Hypolito, ex-ginasta brasileiro, revelou em entrevista exclusiva ao programa Estação Band FM detalhes sobre sua experiência nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Durante a conversa, Hypolito compartilhou momentos de sua trajetória e as dificuldades que enfrentou após a desclassificação, incluindo um incidente marcante.


"Acho que minha história foi toda construída por Deus. Se alguém dissesse que eu iria chegar aos meus primeiros Jogos Olímpicos como favorito, cair e só ganhar uma medalha olímpica oito anos depois, eu não acreditaria", contou Diego. 


Ele relembrou a queda que sofreu na final do solo em Pequim, momento que marcou profundamente sua carreira e vida pessoal. “Fui cruel comigo mesmo. Não era um criminoso, era um garoto de 20 anos com uma enorme responsabilidade sobre os ombros”. 


Diego falou sobre como a pressão de ser um atleta de elite afetou sua saúde mental, algo que não era amplamente discutido na época. "Hoje em dia, temos mais consciência sobre depressão e crises de ansiedade. Naquela época, era diferente. Se você errasse, você era um fracasso. Não havia incentivo, apenas críticas. Isso me afetou muito", conta.


O ginasta também relembrou a recepção calorosa que teve ao voltar ao Brasil após os Jogos de Pequim, algo que o emocionou profundamente e lhe deu forças para continuar. "Quando cheguei no aeroporto Santos Dumont, estava lotado de pessoas me esperando. Isso me fez continuar, foi um momento especial que valorizo muito”, avalia.

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Contudo, um mês após a eliminação, o atleta se surpreendeu com a atitude de uma pessoa: "Me recordo de algo muito surreal. Sempre gostei de balada, de sair, mesmo sendo atleta. Sou feliz, gosto de viver”, explica. 

“Um mês após os Jogos, fui a uma balada específica encontrar alguns amigos. Uma pessoa chegou e me perguntou o que eu estava fazendo ali após cair, e me deu um tapa na cara. Eu caí de lado no chão. Isso ficou muito marcado na minha cabeça. Ao mesmo tempo que há um lado positivo da carreira, também há o negativo”, diz.


Diego continuou, explicando como o incidente o afetou. "Fiquei tão nervoso e isso me fez perceber que, além da gratidão das pessoas que me apoiam, existe também um fanatismo louco. Hoje tenho uma vida mais tranquila, as pessoas me reconhecem e ainda me acham mais bonito”, brincou.


Além das dificuldades, o comentarista destacou a importância de valorizar quem o apoia e de manter-se afastado de quem não lhe faz bem. "Adoro valorizar quem me valoriza. Quem não gosta de mim, não vou criticar, só não vou estar perto. Ninguém é obrigado a gostar", completou.

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