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Genro de Trump diz que não conspirou com a Rússia

24 jul 2017 às 20:40
Por: Estadão Conteúdo

Genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner disse nesta segunda-feira, 24, que teve quatro contatos com representantes russos durante a disputa presidencial de 2016 e o período de transição para o novo governo, mas negou que tenha conspirado com Moscou para influenciar a eleição na qual Hillary Clinton saiu derrotada.

Kurshner foi o primeiro integrante da família Trump e o mais próximo assessor do presidente a depor diante de senadores que investigam os esforços da Rússia para prejudicar a candidata democrata e influenciar o resultado do pleito. Casado com Ivanka Trump, ele foi questionado em uma sessão fechada no Senado, sem prestar juramento.

"Eu não conspirei, nem sei de ninguém mais na campanha que tenha conspirado, com qualquer governo estrangeiro", declarou depois da sessão. "Eu não contei com fundos russos para financiar minhas atividades empresariais no setor privado."

Em declaração escrita divulgada antes de seu depoimento, Kushner minimizou o encontro que teve com um grupo de russos na Trump Tower, em Nova York, no dia 9 de junho de 2016, ao lado de Donald Trump Jr. e do então coordenador da campanha republicana, Paul Manafort.

Segundo ele, a reunião foi organizada por seu cunhado e registrada em seu calendário como "Encontro Don Jr./Jared Kushner". E-mails divulgados pelo filho mais velho do presidente há duas semanas mostram que a reunião foi marcada por sugestão do publicista britânico Rob Goldstone. Em mensagem enviada a Trump Jr. no dia 3 de junho de 2016, ele disse que conhecia pessoas na Rússia que tinham informações comprometedoras contra Hillary. "Isso é obviamente informação de alto nível e sensível, mas é parte do apoio da Rússia e de seu governo ao sr. Trump", escreveu.

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No dia 8 de junho, Trump Jr. enviou mensagem a Kushner e Manafort sobre o encontro, abaixo da qual estavam os e-mails que havia trocado com Goldstone. Kurshner sustentou não ter lido o conteúdo das mensagens, que tinham como assunto "Rússia - Clinton - privado e confidencial". Quando chegou ao encontro, atrasado, uma advogada russa estava discutindo a suspensão de adoções de crianças do país por americanos.

Kushner disse ter encontrado uma desculpa para deixar a reunião antes de ela ser concluída. "Nenhuma parte do encontro de que eu participei incluiu qualquer coisa sobre a campanha, não houve seguimento do encontro de que eu tenha conhecimento, eu não me lembro quantas pessoas estavam presentes (ou os seus nomes) e não tenho conhecimento de que documentos tenham sido oferecidos ou aceitos."

Durante a campanha, Kushner teve dois encontros com o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak. O primeiro ocorreu em abril de 2016, quando ambos foram apresentados, e durou cerca de 1 minutos, de acordo com seu relato. O genro do presidente voltou a conversar com Kislyak no dia 1º de dezembro, durante a transição.

A reunião teve a participação de Michael Flynn, que seria demitido do cargo de conselheiro de Segurança Nacional por omitir contatos posteriores com o mesmo diplomata. Na discussão com Kushner, o embaixador disse que generais russos tinham informações relativas à política dos EUA para a Síria que gostariam de transmitir a integrantes da nova administração.

Como os militares teriam dificuldade para viajar aos EUA, ele perguntou se havia uma linha telefônica "segura" para uma conversa com a equipe de transição. Flynn respondeu que não. Kurshner perguntou a Kislyak se Flynn poderia usar os canais de comunicação existentes na embaixada russa em Washington, o que seria extremamente inusual. O enviado de Moscou afirmou que isso não seria possível.

O quarto encontro de Kushner com russos ocorreu no dia 13 de dezembro, quando ele recebeu o presidente do banco estatal do país, Sergey Gorkov, a pedido de Kislyak. Todos os encontros foram omitidos do formulário apresentado pelo genro de Trump para obter suas credenciais de segurança na Casa Branca. Segundo ele, o erro ocorreu por falhas de seu assessor e foi retificado posteriormente.

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