Mais de 80% dos afogamentos ocorrem em áreas em que há corrente de retorno. O Corpo de Bombeiros do Paraná alerta que esse fenômeno é um perigo difícil de ser identificado pelos banhistas. No Litoral do Estado, esses pontos estão geralmente demarcados com placas de perigo colocadas pelos guarda-vidas.
Para garantir a segurança e o bem-estar dos banhistas, o Corpo de Bombeiros pede à população que fique atenta à sinalização. Desde o início da Operação Verão Paraná, em 21 de dezembro, já foram registrados 776 salvamentos e 13 mortes por afogamento no Litoral do Estado.
Um estudo que consta no Manual de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros do Paraná aponta que mais de 80% dos casos de afogamento estão relacionados às correntes de retorno.
A corrente de retorno é forte, estreita e rápida, e costuma se formar em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados que formam um corredor na faixa em que as ondas quebram. Ao voltar para o mar, as águas formam a corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área.
De acordo com o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e coordenador das ações dos bombeiros no Litoral, tenente-coronel Gerson Gross, não é muito fácil para o banhista observar a corrente de retorno. “Por isso, nós sinalizamos com placas de perigo, mas se a pessoa observar um lugar sem ondas, olhando de fora, que esteja margeado por bancos de areia onde quebram ondas, ou próximo a um costão rochoso, desconfie”.
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