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Paraná

Bebês estão entre as maiores vítimas de violência durante a pandemia no Paraná

26 mar 2021 às 10:54
Por: Redação Tarobá News

Os relatórios divulgados pelo Comitê Protetivo, mostram que os índices de violência contra a criança e o adolescente, durante a pandemia, no Paraná, são alarmantes.

De 1° de janeiro a 23 de março deste ano, foram 2.773 ocorrências. Ao todo, 2.977 crianças e adolescentes foram vítimas de algum tipo de violência. Entre as maiores vítimas estão as faixas etárias de bebês menores de 1 ano (220 casos), adolescentes com 14 anos (251), 15 anos (331), 16 anos (342) e 17 anos (378), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP).

O Comitê é uma iniciativa do Conselho de Supervisão e Coordenadoria da Infância e Juventude (CONSIJ/CIJ), do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em parceria com a  Secretaria de Segurança Pública (SESP), a Secretaria de Justiça e Família (SEJUF/FORTIS), a Secretaria de Estado de Saúde (SESA), a Secretaria da Educação e do Esporte (SEED),   Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil/PR, Conselho Estadual de Direitos (CEDCA), Associação dos Municípios, Conselhos Tutelares, entre outros órgãos representativos da rede de proteção.

 

Crimes mais praticados

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Os dados levantados pelo Comitê mostram, também, os crimes mais praticados entre 1° de janeiro de 2020 e 31 de janeiro de 2021. A lesão corporal foi a mais registrada, durante o período (3.997), seguida de ameaça (3.931) e estupro de vulnerável (3.829). O levantamento aponta que, em 99% dos casos, os crimes aconteceram dentro de casa e foram praticados por pessoas próximas às vítimas. 

Os crimes sexuais aparecem de quatro formas, no ranking dos mais registrados no período: estupro de vulnerável (3.829), importunação sexual (469), estupro ou atentado violento ao pudor (375) e assédio sexual (211).

“A violência sexual é uma situação endêmica, no nosso país. Normalmente, o agressor é muito próximo da criança. Pais, tios, avós ou cuidadores. Isso indica que precisamos trabalhar intensamente na prevenção, porque uma violência sexual, ainda que se faça todo o atendimento após o crime, a vítima tem um prejuízo que se leva para a vida toda”, reforçou a coordenadora estadual da infância e juventude do TJPR, a Juíza Noeli Salete Tavares Reback.

Curitiba lidera o número de registro de crimes contra crianças e adolescentes (3.645), seguida de Londrina (1.051), Ponta Grossa (902), Cascavel (732), Foz do Iguaçu (730) e Maringá (587).

 

Perfil das vítimas

O levantamento revela que as meninas são as maiores vítimas de violência, representando 63% das ocorrências. No caso das meninas, chamam a atenção os dados de ameaça e crimes sexuais, com destaque para estupro de vulnerável.  No caso dos meninos, eles  são as maiores vítimas quando se trata de roubos, perturbação do sossego, abandono de incapaz e furto qualificado. 

 

Perfil dos agressores

Os números do Comitê Protetivo mostram que 76% dos agressores são homens e 24% mulheres. O estudo revela que a baixa escolaridade é um fator comum entre os agressores. Quase metade tem ensino fundamental incompleto. A maior parte tem idade entre 18 e 29 anos.


Campanha “Não cale a sua voz”

Diante dos números, o Comitê Protetivo alerta para a importância das denúncias. A Coordenadoria explica que, por causa das medidas de enfrentamento à pandemia, muitos órgãos que atuam diretamente no combate à violência infantil ficaram com o serviço comprometido. “Conselho tutelar, escolas, creches, instituições da linha de frente e que são porta de entrada de denúncias, tiveram o trabalho prejudicado. Por isso, precisamos conscientizar as pessoas e, principalmente, as crianças sobre a necessidade da denúncia para evitarmos que estes números aumentem, durante o isolamento social”, afirmou a Juíza.

Nesta perspectiva, a campanha “Não cale a sua voz” surge com o intuito de interagir com as famílias e falar diretamente com a criança e o adolescente que é a vítima de violência, tendo como objetivo principal o estímulo à denúncia e o rompimento do silêncio.

A Campanha é constituída por três vídeos produzidos pelo Educa Play, da SEED,  com o apoio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (NUCRIA), da Polícia Civil do Paraná, que forneceu frases selecionadas a partir de relatos reais de vítimas de violência durante o seu depoimento na Delegacia, preservando-se o anonimato.

O primeiro vídeo traz frases escritas de depoimentos de crianças acompanhados de imagens da cidade em tempos de pandemia. Ele termina com a frase: “Não cale sua voz! Denuncie! 181”. Assista ao primeiro vídeo, clicando aqui.

O segundo vídeo também traz frases escritas com imagens da cidade, associadas às vozes das crianças narrando. Ao final, a frase: “Não cale sua voz! Denuncie! 181. Assista ao segundo vídeo, clicando aqui.

O terceiro vídeo começa com imagens da cidade. Depois, da câmera foca apenas na boca de crianças e adolescentes dizendo “Eu não me calo!”. No final, a frase: “Durante a pandemia os casos de violência contra as crianças e adolescentes não pararam...Vamos reescrever essas histórias. Não se cale! Denuncie 181!”. Assista ao terceiro vídeo, clicando aqui.

 

Crimes registrados entre 01/01/2020 a 31/01/2021

Confira a quantidade de crimes registrados no Paraná, durante o período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de janeiro deste ano, com vítimas menores de 18 anos:

Lesão corporal - 3.997;

Ameaça - 3.931;

Estupro de Vulnerável - 3.829;

Lesão corporal - violência doméstica e familiar  - 1.435;

Roubo - 1.335;

Perturbação do trabalho e sossego - 936;

Maus tratos - 899;

Injúria - 886;

Vias de fato - 861;

Furto simples - 488;

Importunação sexual - 469;

Roubo agravado - 434;

Dano - 390;

Estupro ou atentado violento ao pudor - 375;

Abandono de Incapaz - 322;

Difamação - 290;

Furto qualificado - 262;

Fornecer produtos de dependência física/química - 236;

Perturbação da tranquilidade - 235;

Assédio sexual - 211.


TJPR

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