O presidente Jair Bolsonaro volta a Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (7), para a solenidade de término da obra civil de ampliação da pista do Aeroporto Internacional e a transmissão de cargo do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, para o novo comandante da margem brasileira da empresa, general João Francisco Ferreira. Os eventos acontecerão no período da tarde, em horário a ser confirmado ainda nesta segunda-feira (5), no saguão de embarque do aeroporto e, na sequência, no Cineteatro dos Barrageiros, na usina.
A última visita de Bolsonaro a Foz ocorreu há pouco mais de um mês, para o lançamento do projeto de revitalização do sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão de Furnas, que teve o aporte de R$ 1 bilhão da margem brasileira de Itaipu. Esta será a sexta passagem de Bolsonaro a Foz do Iguaçu e a nona ao Paraná no exercício de seu mandato. Nenhum outro presidente prestigiou tanto o Paraná como o atual. Em parceria com o Estado, por meio de Itaipu, foram investidos na gestão Silva e Luna R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes, com geração de mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos.
Em 28 de fevereiro de 2020, Itaipu, governo federal e governo do Paraná anunciaram oficialmente o início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – que integram o rol de investimentos estratégicos da Itaipu na infraestrutura da região.
As melhorias no aeroporto com a participação da Itaipu foram além da ampliação da pista de pouso e decolagem. Elas incluem outras duas frentes: a construção de ciclovia e a duplicação da via de acesso, entre a BR-469 (Rodovia das Cataratas) e o terminal, e a ampliação do pátio de manobras das aeronaves. Ambas também avançaram rapidamente e já estão praticamente prontas, faltando apenas acabamento e a homologação junto à Infraero. As obras, com custos de R$ 69,4 milhões, receberam 80% de recursos da Itaipu e o restante da Infraero.
Todas essas melhorias vão ajudar a tornar o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino terá condições de se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.
Em relação à transmissão de cargo, os governos do Brasil e do Paraguai têm a atribuição de nomear a Diretoria Executiva da Itaipu Binacional, por meio de indicação da Eletrobras e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE). Para cada cargo reservado a um país, há um posto equivalente destinado à outra margem da usina.
Novo diretor
Foto: Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional
O nome do general Ferreira deve oficialmente confirmado em Diário Oficial da União nesta semana, mas a indicação já havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 19 de fevereiro, mesma data em que o presidente anunciou Silva e Luna para o comando da Petrobras, que deverá ser confirmada na assembleia da estatal, marcada para o próximo dia 12.
O general João Francisco Ferreira substitui o general Joaquim Silva e Luna depois de dois anos e um mês frente à Itaipu. Ferreira será o 14º diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.
O general Ferreira será o 13º diretor-geral brasileiro em 14 diretorias, já que Euclides Scalco assumiu o posto por duas vezes, entre 1995 e 2002. A transmissão de cargo será no Cineteatro Barrageiro, dentro de Itaipu. O local simboliza o espírito da usina erguida por milhares de operários brasileiros e paraguaios, que no jargão da área de engenharia são conhecidos como barrageiros.
O general-de-exército João Francisco Ferreira, nascido em 30 de novembro de 1949 na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, incorporou ao Exército no ano de 1966 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo.
É bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou como oficial de Infantaria no ano de 1972.
No início de sua carreira, serviu no 7º Batalhão de Infantaria Blindado, em sua terra natal, e no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro. O general Ferreira é paraquedista militar, mestre de salto paraquedista e possui o curso de salto livre paraquedista. Em 1978, formou- se em Educação Física na Escola de Educação Física do Exército, sediada no Rio de Janeiro.
Em 1981 cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Após o curso foi classificado no 63º Batalhão de Infantaria, na cidade de Florianópolis (SC). Em julho de 1983, foi designado para a Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai, onde serviu por dois anos como assessor de paraquedismo junto às Forças Armadas da República do Paraguai. De volta ao Brasil, serviu no 29º Batalhão de Infantaria Blindado, em Santa Maria.
Nos anos de 1988 e 1989, cursou a Escola de Comando e Estado- Maior do Exército, no Rio de Janeiro. Após o curso, voltou a Santa Maria, onde serviu como oficial de estado-maior da 6ª Brigada de Infantaria Blindada. Foi promovido ao posto de tenente-coronel no ano de 1990. Três anos depois, serviu como instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras.
Em 1995, assumiu o Comando do 8º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Durante o comando, foi promovido a coronel. Em janeiro de 1998, foi nomeado oficial do Gabinete do ministro do Exército e, em junho de 1999, adido militar na Embaixada do Brasil no México.
Após seu retorno ao país, foi promovido a general-de-brigada em
2002 e designado comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Pelotas, Rio Grande do Sul. No período de 2004 a 2005, comandou a Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro.
Foi promovido a general-de-divisão em 2006 e designado vice-chefe do Estado-Maior de Defesa do Ministério da Defesa. De abril de 2008 a janeiro de 2011, comandou a 6ª Região Militar, em Salvador, Bahia.
Ascendeu ao posto de general-de-exército em 2010, sendo nomeado c comandante militar do Oeste, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Durante seu período de comando, trabalhou na implantação do Sistema de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, área sob sua responsabilidade.
Em março de 2014, foi transferido para a reserva remunerada, por ter atingido o tempo máximo de 12 anos nos postos de general e permaneceu residindo na cidade de Campo Grande.
General Ferreira é casado com Tania Solange Ferreira. O casal tem quatro filhos: Luciana, Helena, Luis Felipe e Márcia.
Assessoria Itaipu