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Calor intensifica presença de morcegos e Saúde alerta para cuidados com a raiva

Apesar de o último caso autóctone (que tem origem no local em que foi feito o diagnóstico) de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, é essencial garantir a prevenção para manter a doença afastada
12 jan 2026 às 07:44
Por: Portal Tarobá
Foto: Tatiane Dombroski / SESA

Nos períodos mais quentes do ano é comum o aumento da presença de morcegos e consequentemente de acidentes, pois é nessa época que ocorre a reprodução desses animais. E apesar de o último caso autóctone (que tem origem no local em que foi feito o diagnóstico) de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, é essencial garantir a prevenção para manter a doença afastada.


De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em 2025 foram registrados 59 morcegos positivos para raiva no Paraná. Número inferior aos 82 animais positivos em 2024. Já em relação aos herbívoros (bovinos, equinos, ovinos, caprinos) positivos, em 2025 foram 216 registros, e em 2024 foram 203.


“A raiva é uma doença infecciosa que é transmitida de animais para pessoas. É causada por um vírus presente na saliva e nas secreções dos mamíferos infectados e é uma doença considerada fatal na maioria dos casos. Prevenir é a melhor forma de evitar”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.


Com a presença intensificada dos animais, vale reforçar a atenção e saber como proceder. Caso aconteça alguma agressão por parte de algum animal, seja de morcegos ou mesmo de cães e gatos ou outro animal, os ferimentos devem ser lavados com bastante água e sabão e deve ser aplicado produto antisséptico - em seguida, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível.


Em relação aos morcegos, apenas o contato com o mamífero pode ser suficiente para a contaminação. Por isso, buscar o serviço de saúde imediatamente é fundamental. “O tratamento da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que vai avaliar o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro”, enfatizou Beto Preto.

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Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, é importante observar o animal por 10 dias. Se ele adoecer, desaparecer ou morrer, é fundamental informar o serviço de saúde imediatamente.


ORIENTAÇÃO – A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana. Quando se trata de animais de rua ou desconhecidos, a orientação é evitar a aproximação e não tocá-los quando estiverem se alimentando, com filhotes ou mesmo dormindo.


Morcegos, ou outros animais silvestres, não devem ser tocados diretamente, principalmente se estiverem caídos no chão ou forem encontrados em situações não habituais, como voar durante o dia, dentro de casa - sinais de que podem estar contaminados.

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