Produtos tradicionais do Litoral do Paraná, cachaça, barreado, balas de banana e farinha de mandioca já são reconhecidos nacional e internacionalmente pela sua qualidade, mas ainda falta um tempero nessa história: a certificação de Indicação Geográfica.
Os produtores buscam a chancela do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado do Ministério da Economia, porque o selo agrega valor, amplia a visibilidade e abre mercado para os empresários expandirem seus negócios. A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Emater e a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) dão apoio e assistência técnica para que os produtores se organizem para conseguir o reconhecimento.
“É um certificado importante não só para ampliar o comércio dos produtos, mas também um estímulo ao reconhecimento regional”, destaca o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. Ele ressalta que a iniciativa atende aos compromissos do governador Carlos Massa Ratinho Junior de fomentar cadeias produtivas e o turismo.
A cachaça, por exemplo, tem registros de produção no Litoral paranaense desde 1733, época do Brasil Imperial, quando Dom Pedro II permitiu a instalação de um engenho em Morretes. No século 19, com a imigração italiana, mais de 50 produtores caseiros passaram a tirar da cana-de-açúcar a sua essência simbólica, rito que perdura até os dias de hoje. Não à toa alguns dicionários brasileiros indicam o verbete morretiana como sinônimo do tradicional produto do Paraná.
Morretes lidera a produção de cachaça do Litoral e contribui com 30% de todo mercado estadual. A cidade de 15 mil habitantes conta atualmente com quatro produtores com todos os registros oficiais do Ministério da Agricultura e produz cerca de 10 mil litros por mês.
Fonte: AEN