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Fiocruz pede uso emergencial da vacina que será distribuída no Paraná

08 jan 2021 às 15:12
Por: Murilo Pajolla

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) solicitou nesta sexta-feira (8) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para uso emergencial da vacina contra Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca.

Após a aprovação pela Anvisa, o Paraná vai receber 2 milhões de imunizantes importados do Instituto Serum, um dos centros de produção da AstraZeneca na Índia. Na sede da Fiocruz, o governador Ratinho Junior (PSD) afirmou que as vacinas devem chegar ao estado até 25 de janeiro. 

LEIA MAIS: Vacinação no Paraná começará em janeiro, alinhada ao plano nacional

Segundo o governo paranaense, as doses deverão ser as primeiras aplicadas no País, junto com as do Butantan, Instituto que também protocolou o pedido de uso emergencial da vacina Coronavac sexta-feira (8). 

Ratinho Junior disse ainda que o Paraná respeitará o calendário nacional de vacinação. Os grupos prioritários serão profissionais de saúde e comunidades indígenas isoladas.

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Eficácia com uma dose 

Com apenas uma dose, a vacina já alcança 73% de eficácia, além de proteger contra o surgimento de sintomas graves e evitar, em 100%, os casos de hospitalização.

Além disso, a vacina é capaz de induzir a produção de anticorpos em 98% das pessoas após a primeira dose e, em 99% delas, após a segunda dose, o que demonstra a alta taxa de soroconversão. 

Segundo evidências apontadas pelos estudos, quando aplicada uma segunda dose com intervalo de três meses, a produção de anticorpos e da resposta imunológica aumentaria cerca de oito vezes. 

"Momento histórico"

“Este é um momento histórico para a Fiocruz. A submissão desse pedido de autorização para uso emergencial da nossa vacina covid-19, desenvolvida em parceria com a unidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, é um passo importante para que possamos ter acessível, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), uma vacina eficaz e segura para o Sistema Único de Saúde. Num momento de tantas dificuldades, em que lamentamos a perda de tantas vidas no Brasil e no mundo, 2021 se inicia com a esperança de termos um caminho, ainda a ser trilhado, de superação dessa crise, comemora a presidente a Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

As vacinas prontas chegarão pelo aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, e seguirão, no mesmo dia, para a Fiocruz para rotulagem. No dia seguinte, a partir de Bio-Manguinhos, na Fiocruz, as vacinas poderão seguir diretamente para distribuição, que está sob responsabilidade do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A data certa para a chegada dessas vacinas será confirmada em breve.

“Bio-Manguinhos vem trabalhando incansavelmente para que o Brasil tenha a vacina Covid-19. As doses prontas devem chegar nos próximos dias e isso vai permitir que o Ministério da Saúde possa colocar em prática a vacinação no país o quanto antes”, relata o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma.

Segundo as normas brasileiras, toda vacina com autorização para uso emergencial só poderá ser ministrada a uma população específica e restrita. Para garantir o acesso de toda a população às vacinas a serem produzidas pela Fiocruz, o processo de submissão continuada, junto à Anvisa, para pedido de registro definitivo segue normalmente, com previsão para acontecer até 15 de janeiro.

Como uma estratégia paralela, a importação das vacinas prontas não terá impacto sobre o cronograma de produção da Fiocruz, a partir da chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Com a entrega das primeiras vacinas em fevereiro, a Fundação vai escalonar a produção ao longo dos meses para atingir a marca de 50 milhões de doses até abril e 100,4 milhões de doses até julho de 2021.

Já no segundo semestre deste ano, não será mais necessária a importação do IFA, que passará a ser produzido também na Fiocruz, após conclusão da transferência de tecnologia. De agosto a dezembro, serão mais 110 milhões de doses de vacinas produzidas inteiramente na instituição, garantindo autonomia para o país e continuidade da vacinação para toda a população brasileira.

Com informações de Agência Fiocruz e AEN 

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