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Floricultura é atividade significativa em 112 municípios paranaenses

19 ago 2021 às 16:00
Por: Agência Estadual de Notícias

A floricultura representa apenas 0,13% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná. No entanto, é uma atividade significativa para 112 municípios, mas praticada, ainda que em menor escala, em todos os 399. Esse é um dos destaques do Boletim de Conjuntura Agropecuária na semana de 13 a 19 de agosto. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Os números preliminares do VBP, divulgados pelo Deral, apontam que, em 2020, a atividade agropecuária paranaense alcançou R$ 128,3 bilhões. A maior parte se deve à produção de grãos, cereais e proteínas animais, em que o Paraná se destaca. Mas há outras culturas que têm importância ou pelo número de pessoas que emprega ou pela abrangência, como é o caso da floricultura.

Em 2020, ela contribuiu com 0,13% do montante do VBP, ou seja, a renda bruta gerada pelo setor no campo foi de R$ 171,6 milhões. É atividade importante para 112 municípios, com o envolvimento de cerca de 900 agricultores. Mas permeia todos os 399 municípios do Estado e contribui para a oferta de mão de obra, diversificação nas propriedades rurais, ampliação de renda no campo e para a beleza natural própria da atividade.

Os gramados e as plantas perenes ornamentais representam 77,7% do VBP dos produtos do segmento. Já as orquídeas, crisântemos e rosas compõem as principais produções da floricultura propriamente dita, participando com 13%. Esses cinco cultivos somam 90,7%. O restante é distribuído entre outras 32 espécies exploradas.

Os núcleos regionais de Curitiba, Maringá, Toledo, Cascavel e Londrina concentram 88% da produção, com destaque para os dois primeiros que têm as substanciais parcelas de 40,4% e 19,8%, respectivamente. O município com maior VBP da floricultura é Marialva, com 12,5%. É seguido de perto por São José dos Pinhais, com 12,4%, e Campina Grande do Sul, com 11,6%.

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MANDIOCA E TRIGO – O boletim registra, ainda, a apreensão dos produtores de mandioca em razão da falta de chuva que poderia ajudar no avanço da colheita e preparo para novo plantio. Devido a isso, a próxima safra pode apresentar redução de área, levando as indústrias a recorrerem à produção de outros Estados.

Sobre o trigo, o documento fala do preço que está em torno de R$ 90,00, próximo ao praticado em abril, quando a cotação atingiu recorde nominal. No núcleo de Cascavel, onde chegou a R$ 92,00, há preocupação maior, pois as primeiras áreas que serão colhidas são as afetadas pelas geadas. Isso pode prolongar a necessidade de importações para os moinhos manterem suas atividades.

SOJA E MILHO – Da soja, o registro é das exportações. Entre janeiro e julho deste ano, o complexo formado por grãos, farelo e óleo rendeu o equivalente a US$ 4,01 bilhões ao Paraná. Isso representa redução de 1,7% em relação ao mesmo período de 2020, quando chegou a US$ 4,08 bilhões.

No caso do milho, o Estado exportou 405 mil toneladas nos sete primeiros meses, 13% a mais que no mesmo período do ano passado. Mas o Paraná se mantém como o principal importador do cereal. Entre janeiro e julho, o crescimento foi de 157% em relação ao mesmo período de 2020. Foram 669,4 mil toneladas, o que representa 62% do importado pelo Brasil.

SUÍNOS, LEITE E AVICULTURA – O boletim também fala sobre a exportação de carne suína do Paraná nos sete primeiros meses, que chegou a 86 mil toneladas, volume 8% superior ao mesmo período de 2020. Como terceiro maior exportador no Brasil, o Estado obteve valor financeiro de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Da pecuária leiteira, o documento elaborado pelo Deral registra que os preços médios estaduais recebidos pelos produtores se elevaram em 8,24% de janeiro a julho, passando de R$ 2,04 para R$ 2,21 o litro. Acompanhando a tendência, as cotações também aumentaram no mercado varejista.

O boletim discorre ainda sobre projeção feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de que a produção brasileira de carne de frango deve ter incremento de 2,5% ao ano nos próximos dez anos. Mas destaca que, se não houver dificuldades adicionais, o crescimento pode ser até maior, alcançando 4% ao ano.

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