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Justiça manda soltar soldado Sancho Loko preso com munições e granadas

PM deixa a prisão e passa a cumprir medidas cautelares
18 abr 2026 às 10:10
Por: Band
Foto: Reprodução

A Justiça do Paraná determinou a soltura do soldado da Polícia Militar Marcionílio Sancho Cambuhy Junior, preso em flagrante durante operação do Gaeco em Curitiba. A decisão foi concedida nesta sexta-feira (17), por meio de habeas corpus.


O policial havia sido preso no dia 7 de abril, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Hauer.


Segundo o Tribunal de Justiça, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno, apresentação mensal à Justiça e proibição de deixar a comarca sem autorização.


Decisão aponta falta de gravidade para prisão

Na decisão, o desembargador relator entendeu que a apreensão de munições na casa do policial, que também atua como instrutor de tiro, não apresenta, neste momento, gravidade suficiente para justificar a prisão preventiva.

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O magistrado destacou que a prisão é medida excepcional e deve ser aplicada apenas quando há necessidade comprovada.

Relembre o caso

O soldado foi preso durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga possíveis crimes envolvendo policiais militares.


Durante a ação, equipes do Gaeco e da Corregedoria encontraram dezenas de munições de diferentes calibres e duas granadas na residência do policial. Segundo a corporação, o próprio militar indicou onde o material estava guardado.


Ele afirmou que os itens seriam oriundos de treinamentos com agentes de outra instituição.

Defesa contesta acusação

A defesa do policial sustenta que ele atua como instrutor de tiro e que o material apreendido é compatível com a atividade profissional.


O advogado afirma que a legalidade dos itens será comprovada ao longo do processo.


Operação investiga outros crimes

A operação do Gaeco também apura suspeitas de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica envolvendo outros policiais militares.


Mandados de busca foram cumpridos em residências e em uma unidade da Polícia Militar em Curitiba.

Durante as diligências, foram apreendidos celulares, munições, dinheiro em espécie e até drogas, além de simulacros de arma de fogo.


O caso segue em investigação.

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