Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Paraná

Pesquisadoras fortalecem atuação feminina em comunidades

16 mar 2023 às 09:38
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: Unespar

Uma equipe da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) do câmpus de Paranavaí atua na Terra Indígena Apucaraninha, no município de Tamarana, no Norte do Paraná, para preparar mulheres para promoverem o desenvolvimento do futuro da comunidade. A ideia do projeto é que a próxima geração tenha um olhar mais feminino sobre gestão, educação, meio ambiente e integração.


A Terra Indígena é formada pelas aldeias Sede, Água Branca, Serrinha e Barreiro, com uma população atualmente estimada de 2 mil indígenas da etnia Kaingang. Ela foi formalizada nos anos 1950 em breve vai completar 75 anos de existência.


Na região de Guarapuava, distante cerca de 300 quilômetros de Tamarana, uma ação da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) busca capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social para contribuir com a geração de trabalho e renda para o enfrentamento da invisibilidade.


No ano passado, mais de 50% do saldo de empregos formais do Paraná foi feminino, mas ainda há um imenso caminho na luta por equidade, da base das escolas até o mercado de trabalho.


Essas duas iniciativas estão entre os 86 projetos que fazem parte do Programa Mulheres Paranaenses: Empoderamento e Liderança, realizado pelo Governo do Estado, financiado por meio da Fundação Araucária e Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Os projetos são desenvolvidos por universidades estaduais, federais e particulares, e o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná).

Outras notícias

Erosão e quedas de barreira fecham a BR-476 em dois municípios

Chuvas já afetaram 14,5 mil pessoas em 59 municípios do Paraná

Idosa de 65 anos desaparece e polícia prende suspeito de receber Pix de 80 mil


A iniciativa foi planejada com a participação de mulheres representantes de universidades de todas as regiões do Paraná. Há diversas linhas de atuação, que incluem áreas como saúde da mulher, a efetividade das políticas públicas, gestão para emancipação e também aborda questões sobre como reduzir a violência de gênero e melhorar a inclusão digital por meio de ações universitárias de ensino, pesquisa e extensão.


TERRA INDÍGENA – O projeto na Terra Indígena Apucaraninha é denominado “Mulheres indígenas protagonizando o desenvolvimento comunitário: educação, sustentabilidade e inovação cultural”, pelo qual os pesquisadores e professores desenvolvem ações que contribuem para a melhoria das condições de vida das mulheres.


O grupo de pesquisadores realiza estudos e um trabalho de campo para fazer o diagnóstico das necessidades de Apucaraninha. Em seguida será feito um mapeamento das demandas que as mulheres têm para o desenvolvimento de ações mais direcionadas, como a realização de cursos de formação e formatação de parcerias.


Após a capacitação, a equipe realizará o acompanhamento do desenvolvimento das atividades junto aos moradores. “Queremos despertar o interesse e busca por direitos e acesso a níveis mais elevados de escolarização e perspectiva de vida nas comunidades. Com isso, é possível evitar a saída de indígenas para a zona urbana”, comenta a pesquisadora Maria Novak, que coordena o projeto.


Segundo ela, a principal atividade envolve a formação de um grupo de mulheres para disseminar ações e desenvolver práticas culturais inovadoras nas escolas da comunidade. “Buscamos habilidades para a construção de autonomia na tomada de decisões e a sistematização e registro de práticas culturais inovadoras”, explica a coordenadora.


Ela afirma que as mulheres indígenas têm potencial para contribuir para a redução da desigualdade em suas comunidades, inclusive de gênero. Segundo o último Censo, são 817.963 indígenas no Brasil, representando 305 diferentes etnias, sendo mais de 50% mulheres.


Na área da educação, por exemplo, o Paraná foi pioneiro na criação do Vestibular dos Povos Indígenas, modalidade exclusiva de ingresso em universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar); além da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 


O Estado também tem 39 colégios indígenas na rede estadual. Todas as escolas têm energia elétrica e são abastecidas por água encanada ou poço artesiano. De acordo com dados do Censo Escolar de 2021, o Brasil tem 3.466 escolas indígenas. Dessas, 30% não têm energia e 63% não têm água potável.


GUARAPUAVA – Na região de Guarapuava, outra ação busca capacitar mulheres a fim de contribuir para a geração de trabalho e renda. O projeto, “Organização coletiva e economia solidária com mulheres em situação de vulnerabilidade social”, é coordenado pela professora da Angela Maria Moura Costa Prates, da Unicentro.


“Apoiamos as mulheres para a organização coletiva e desenvolvimento de empreendimentos solidários. Esse é um projeto que vida fortalecer o protagonismo das mulheres e possibilitar melhores condições de vida através do acesso ao trabalho e renda”, destaca.


Nos trabalhos com grupos de mulheres, a equipe da universidade apresenta diversas temáticas, como direitos sociais, civis e políticos, gestão cidadã, democracia e participação social, violência de gênero, empoderamento, cooperativismo e economia solidária, promovendo um ciclo de entendimento mais amplo sobre a mulher no século 21.


“Também queremos organizar visitas técnicas destas mulheres a outras organizações coletivas e movimentos sociais para que elas conheçam como tudo acontece na prática. Estamos vivendo um novo momento das mulheres na educação, no mercado de trabalho e nas rotinas familiares”, comenta a coordenadora.


Ela explica que a Incubadora Social da Unicentro apoia, assessora e fortalece a luta por melhores condições de trabalho e renda para o sustento da mulher e também de suas famílias.


“O projeto é importante no sentido de ampliar os horizontes destas mulheres na busca pelos seus direitos e fortalecer a ideia da organização coletiva”, acrescenta Angela Maria.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Paraná
Imagem de destaque

Ônibus tomba na BR-376 após sair da pista e passageiros ficam feridos

Paraná
Imagem de destaque

Homem é preso suspeito de obrigar adolescente a se automutilar em São José dos Pinhais

Paraná

Réu tenta tirar a própria vida durante júri em Curitiba

Paraná

Dois suspeitos morrem em confronto com a polícia na BR-277

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

“Foi premeditado”, afirma delegado sobre morte de jovem com 40 facadas

Cidade
Londrina e região

Moradora relata invasão a casa a 200 metros de local de feminicídio

Cidade
Londrina e região

Justiça converte prisão de suspeito de matar jovem em Londrina

Cidade
Londrina e região

INMET emite alerta amarelo de tempestade para Londrina

Cidade
Londrina e região

Mulher é presa por embriaguez após acidente grave em Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 10 | Alimentação Consciente | Rafaela Gouveia

Podcast Conversa com Nassif | EP 19 | Dayane Lucas - Avaliação Psicológica nas Empresas

Podcast Falando de Gestão | EP 67 | Como Avaliar um Negócio | Charles Vezozzo