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Paraná

Prefeitura inaugura quatro repúblicas para pessoas em situação de rua

20 fev 2019 às 18:42
Por: Redação Tarobá News

A Prefeitura de Londrina está inaugurando quatro repúblicas para pessoas em superação da situação de rua, por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Instituição Ministério de Missões e Adoração (MMA), uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que atua com este público e fará a oferta dos serviços. A solenidade que marca o início desta parceria aconteceu nesta quarta-feira (20), às 10 horas, no gabinete do prefeito Marcelo Belinati.   

Das quatro repúblicas, duas são para adultos, com idade entre 21 e 59 anos, sendo uma para pessoas com deficiência, e duas para jovens, de 18 a 21 anos, advindos de acolhimentos de crianças e adolescentes - uma casa feminina e outra masculina. No total, serão ofertadas 32 vagas para este público. A prefeitura fará o repassasse do valor de R$ 24.655,54 mensais à instituição e será responsável por fazer o suporte técnico e o acompanhamento do serviço. A parceria foi possível mediante edital de chamamento, publicado no ano passado.

O Serviço de Acolhimento em República está previsto na Política de Assistência Social e oferece proteção, apoio e moradia subsidiada a pessoas em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, sem condições de moradia e autossustentação.  É voltado para pessoas que estão em processo de superação da condição de rua, de dependência química e de cuidados de profissionais, mas que ainda não têm autonomia financeira. O objetivo é apoiar a construção e o fortalecimento de vínculos comunitários, a integração social, possibilitando gradual autonomia e independência de seus moradores.

O prefeito Marcelo disse que a questão das pessoas em situação de rua é um grave problema social, que atinge todo o país, mas que precisa ser enfrentado com humanidade. “Em Londrina estamos dando um passo importante. O que estamos fazendo hoje é abrir uma porta de saída para as pessoas que estão nas ruas, dando oportunidade para que elas tenham autonomia, saiam das drogas, tenham acesso a cursos profissionalizantes e ao mercado de trabalho. É uma ação executada em rede, para oportunizar, a estas pessoas, seguir um outro caminho na vida”, frisou.

A secretária municipal de Assistência, Jacqueline Marçal Micali, disse que o serviço de acolhimento em república é fundamental, porém ainda é pouco difundido no Brasil. Ela citou que a ação permite que a pessoa possa sair gradativamente do acolhimento e ter uma vida independente.  “Não adianta colocarmos a porta de entrada, que é o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), e não oferecermos a porta de saída. A pessoa que está nas ruas perdeu muitas coisas, como a cidadania, a autoestima e muitas estão envolvidas com drogas. Então, ela tem que passar por um processo, resgatar tudo isso, para que ela faça um projeto de vida e tenha autonomia”, apontou.

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Jacqueline salientou que é importante oferecer o serviço também para os jovens, porque muitas crianças que entram no acolhimento institucional e completam 18 anos não têm para onde ir. “As que estão com os vínculos familiares rompidos acabam indo para as ruas. Agora, elas também poderão ser acolhidas nestas repúblicas, podendo desenvolver um projeto de vida seguir para uma vida autônoma”, afirmou.

Como funciona - Segundo a diretora de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Josiani Nogueira, as pessoas que são acolhidas em república já passaram por diversos processos como: atendimento no Centro POP, encaminhamentos para serviços de saúde e acolhimento institucional, onde são monitorados 24 horas por dia por diversos profissionais.

No acolhimento em república, os moradores são acompanhados por um psicólogo e um assistente social e são responsáveis pela manutenção da casa. ”Os próprios moradores é que fazem a manutenção de pequenos reparos, como cortar a grama e pintar a casa, cuidam da própria alimentação, da higiene do espaço, entre outros cuidados. Além disso, todos têm a chave da residência e neste estágio os moradores já têm autonomia para cuidar de suas medicações e compromissos e não fazem mais uso abusivo de álcool e drogas”, contou Josiani.

Os moradores podem permanecer na república por até dois anos e são assistidos por toda Rede Socioassistencial do Município, que inclui o atendimento com profissionais do Centro POP, das secretarias municipais de Educação e do Trabalho, Emprego e Renda, além da Fundação de Esporte de Londrina (FEL).

O presidente do Ministério de Missões e Adoração, Juciano Pires Massacani, contou que a instituição já trabalhava com pessoas em vulnerabilidade social, incluindo os moradores em situação de rua. “Nosso trabalho iniciou em 2010, mas a instituição foi criada em 2016. Agora, ampliaremos esta atuação com as novas repúblicas, através da parceria firmada com a Prefeitura, o que permitirá atendermos mais pessoas. Já temos uma base técnica consolidada, com profissionais preparados para atender este público, contribuindo para que os moradores possam se desenvolver e se reinserir na sociedade”, disse.

Também estiveram presentes na solenidade, o vice-prefeito, Joao Mendonça; o padre Manoel Joaquim, representado o Decanato Centro; o secretariado municipal; servidores; coordenadores dos Centros Regionais de Assistência Social (CRAS); representantes de institutos de acolhimento; membros dos conselhos municipais da Criança e do Adolescente, de Assistência Social e de Cultura de Paz; além de lideranças comunitárias de diversas regiões da cidade.

Texto: N.Com

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