Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Paraná

Reitor da UFPR pede apoio no financiamento de vacina 100% paranaense contra a Covid-19

04 mai 2021 às 16:39
Por: Redação Tarobá News

Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta terça-feira (4), o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professor Ricardo Marcelo Fonseca, falou aos deputados sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida por pesquisadores da instituição, terceira pesquisa mais avançada da área no Brasil.

De forma remota, por proposição do deputado Tadeu Veneri (PT), Ricardo Fonseca afirmou que o imunizante, 100% paranaense, estará apto à avaliação da Anvisa em seis meses para os testes da fase clínica de pesquisa. Após este período, em oito meses a vacina poderá ser aplicada na população.

“Esta vacina, pronta em 2022 ou 2023, é relevante? Com base no que dizem os cientistas, precisamos de vacinas para os próximos anos, até 2024. Esta pandemia chegou para ficar por um bom tempo. Não temos ainda os resultados sobre a duração das vacinas aplicadas no Brasil e suas imunizações”, explicou o reitor.

“É plausível pensar que uma vacina precise ser aplicada anualmente, como a da gripe. Ter vacinas brasileiras é estratégico para não dependermos mais de laboratórios estrangeiros e para que tenhamos tecnologia que não dependa de outros países”, disse.

O reitor pediu o apoio da Assembleia Legislativa para a universidade angariar recursos na continuidade da pesquisa. “Precisamos de ajuda e temos conseguido apoio do Ministério de Tecnologia, através do CNPQ, no valor de R$ 230 mil e do Governo do Estado, com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com a Fundação Araucária e o TECPAR, no valor de R$ 1 milhão”, listou.

Outras notícias

Criança é atropelada por carro da Secretaria da Saúde no Paraná; veja o flagrante

Bombeiros salvam bebê prematuro em resgate aéreo no Litoral

Casal com crianças é preso após tentativa de fuga no oeste do Paraná

“São mais alguns meses de apoio para os testes, quando precisaremos efetivamente da associação ao Poder Público ou de uma grande farmacêutica como a universidade Oxford, que se aliou à AstraZeneca”, disse. “Só a ciência pode fazer contra a pandemia, nós precisamos de apoio para que tenhamos uma vacina genuinamente paranaense. Precisamos desta vacina, para esta pandemia e para outras doenças ainda não erradicadas em nosso estado”, afirmou o reitor.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB) reforçou o pedido do reitor da UFPR pela continuidade do projeto. “Que posamos ter sucesso. Esta contribuição servirá ao Paraná, ao Brasil e quem sabe a todo o mundo. Esta Casa sempre estará à disposição e aberta para discutir temas tão importantes como este”, afirmou.

Para o deputado Tadeu Veneri, “a pandemia não terá solução em prazos de meses. Teremos que ter a vacina por muito tempo e esta pesquisa talvez seja única no país. É importante que os paranaenses saibam o que as instituições estão fazendo”, disse.

Tecnologia – O reitor Ricardo Marcelo Fonseca explicou que a pesquisa paranaense é semelhante ao processo de combate a pragas utilizado no agronegócio. “Existem muitas formas de vacina e a tecnologia da UFPR é diferente, com o uso de uma proteína especifica por fixação de bactéria presencial que tem efeitos fundamentais no cultivo de milho e trigo para diminuir uso de agrotóxicos hidrogenados”.

“Deste uso no agronegócio tomamos por base o isolamento de um biopolímero não tóxico capaz de encapsular o vírus em torno de uma proteína para que o corpo humano ative os anticorpos da pessoa imunizada. É uma plataforma tecnológica muito viável e eficaz. Apresentará imunização igual ou superior a Oxford”, comparou.

“Esta é uma vacina de insumos nacionais, sem adjuvantes, que faz com que seja menos tóxica e com custos muito mais baixos. Ativam o sistema imune contra a doença. Por sua tecnologia é facilmente recombinável para novas variantes e inclusive para doenças que ainda não conseguimos curar como a dengue, chikungunya, zika e leishemaniose”, destacou.

Fonte: Alep

Veja também

Relacionadas

Paraná
Imagem de destaque

PRF apreende mais de 3,3 toneladas de maconha em Floresta

Paraná
Imagem de destaque

Incêndio em carreta interdita BR-376 na descida da serra entre o Paraná e Santa Catarina

Paraná

Tombamento de caminhão deixa uma pessoa gravemente ferida na BR-476, na Lapa

Paraná

Motorista embriagado atropela pedestre na BR-376 em Maringá

Mais Lidas

Brasil e mundo
Brasil

Jovem de 19 anos é internado após desodorante ficar preso no ânus; veja foto

Cidade
Londrina e região

Suspeita de embriaguez: vídeo mostra vereador cambaleando e caindo após acidente na BR-369

Cidade
Londrina e região

Polícia avança em investigação de latrocínio e ouve terceiro suspeito da morte de motorista

Cidade
Londrina e região

Suspeito de atropelar e matar motociclista na BR-369 é identificado e confessa crime

Cidade
Londrina e região

Vereador de Ibiporã se envolve em grave acidente com suspeita de embriaguez na BR-369

Podcasts

Podcast Falando de Gestão | EP 45 | Evolução e Práticas do ESG

Podcast Conversa com Nassif | EP 11 | Comportamento e Neurociência | Eliane Sato

Podcast PodBrevis | EP 3 | Registro de Imóveis | Rosângela Lantmann e Genivaldo Soares

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.