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Paraná

Silos públicos do Porto de Paranaguá têm desempenho recorde

03 jul 2020 às 15:25
Por: Redação Tarobá News

Os silos públicos do Porto de Paranaguá registraram o maior volume de embarque dos últimos dez anos. A quantidade de soja, em grão e farelo, somou quase 1,66 milhão de toneladas no primeiro semestre deste ano, com aumento de 67,8%, em relação ao volume embarcado pelo complexo em 2019 (cerca de 988,4 mil toneladas).

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os números reforçam o bom desempenho da atividade portuária paranaense. “São diferentes fatores que impulsionaram as exportações de grãos. Mas, é preciso destacar o alinhamento com os operadores que utilizam os terminais públicos. É a boa gestão do sistema logístico que garante agilidade no fluxo entre o recebimento da carga e os carregamentos dos navios”, avalia.

A estrutura é administrada pela empresa pública Portos do Paraná e integra o complexo do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Segundo o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior, os esforços conjuntos das esferas pública e privada garantem maior eficiência operacional.

“A administração pública e os demais terminais privados interligados têm investido muito na qualidade operacional, alcançando altos índices de produtividade”, diz Teixeira da Silva. “Os regulamentos operacionais são aperfeiçoados constantemente e as melhorias fizeram do Corredor de Exportação um porto seguro para o agronegócio brasileiro”, afirma.

COMPLEXO – O Porto de Paranaguá conta com dois silos públicos: um vertical, dedicado à soja em grão, com capacidade de armazenar até 100 mil toneladas; e quatro horizontais, com capacidade total para 60 mil toneladas de farelo de soja.

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Por estas estruturas, operam as empresas que não têm terminais próprios em Paranaguá. Atualmente, os operadores dos silos públicos são a Céu Azul, Grano Logística, Gransol, Marcon, Sulmare, Tibagi e Transgolf, que trabalham com diversos exportadores menores.

DIFRENCIAL - Como explica Luis Douglas Henrique, da Divisão de Silos da Portos do Paraná, entre os principais fatores que colaboraram para os resultados atingidos pelos silos públicos estão o aumento no volume de comercialização da soja pelos produtores e exportadores e, consequentemente, uma maior utilização desses terminais.

“Além disso, a capacidade de descarga dos silos públicos também é um grande diferencial para garantir fluxo de recebimento e atendimento aos navios, mesmo neste período de estiagem ocorrido nos primeiros meses do ano”, comenta.

Segundo ele, a descarga otimizada pelo modal Ferroviário, com ajustes de origem, encostes, janelas, descargas e programações junto à operadora da ferrovia, a empresa Rumo, também é fator determinante dos resultados.

“O modal rodoviário também passou por uma otimização no tempo de descarga com a implantação da chamada liberação automática de caminhões do pátio triagem”, comenta.

COLABORAÇÃO - Enquanto a Portos do Paraná gerencia as instalações públicas, fornece materiais para manutenção e fiscaliza os serviços prestados, a Associação dos Operadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (Aocep) é responsável por executar as atividades operacionais e a manutenção do ativo, conforme delimitado em acordo de cooperação.

De acordo com Sandro Hech Barbosa, gerente administrativo-financeiro da Associação, os operadores dos silos públicos já esperavam um ano muito positivo, como vem sendo o primeiro semestre de 2020.

“Estamos conseguindo apresentar um resultado muito positivo para o mercado. Hoje temos uma estrutura que representa alta confiabilidade. Isso está sendo percebido e os clientes sentem-se seguros e confortáveis em trabalhar com os silos públicos”, diz.

Segundo ele, os resultados também se devem à sintonia entre operadores e a administração dos Portos. “Os operadores se reúnem diariamente com a diretoria de operações (Disilo), quando fazem um diagnóstico diário e a programação logística. Essa sintonia, o diálogo constante e um bom planejamento é o que vem refletindo nesse desempenho”, completa o representante da Aocep.

SILOG – A organização do fluxo de caminhões e vagões também é essencial para a eficiência do complexo. Por isso, a Portos do Paraná utiliza o Sistema Logístico do Corredor de Exportação (Silog), que analisa uma série de variáveis para a programação de descarga nos silos públicos.

“Organizamos as nomeações recebidas, por ordem cronológica de atracação dos navios, o que nos permite que sejam atendidos os navios conforme a sequência de atracação, caso contrário poderia prejudicar seriamente o giro do terminal”, explica Luis Douglas, da Divisão de Silos.

Segundo ele, equalizar a data prevista de atracação do navio e o volume a ser recebido, de acordo com a capacidade de recepção do terminal e espaço disponível, é o principal objetivo dessa programação. “É justamente esse sistema que permite que os silos públicos atendam todos os tipos de clientes”, conclui.

Confira  AQUI  tabela com o desempenho dos silos públicos nos últimos 10 anos.

AEN

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