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Paraná

Só este ano já foram apreendidas 15 toneladas de cocaína no Paraná

05 set 2019 às 10:35
Por: Redação Tarobá News

O volume de apreensão de drogas no Paraná em 2019 deve ter acendido luz vermelha no gabinete do governador Ratinho Junior que vem intensificando o combate ao narcotráfico. Com a descoberta, na semana passada, pela Receita Federal, de mais 165 quilos de cocaína que estava escondida em meio a uma carga de frango congelado no Porto de Paranaguá, com destino a Roterdã, na Holanda, o total de drogas apreendidas passou de 10 toneladas, atingindo a marca recorde de 10.039 quilos só de cocaína.

Este volume de mais de 10 toneladas, não coincide com os números da Secretaria de Estado da Segurança Pública, porque são exclusivos das Receita Federal e apenas no Porto de Paranaguá. Se somar com os números oficiais do Governo do Estado, só em cocaína já foram apreendidas perto de 15 toneladas em 2019.

Dados do Governo do Estado mostram que de janeiro a julho deste ano foram apreendidos 73,4 toneladas de maconha, 4 toneladas de cocaína, 783 quilos de crack, 36.897 unidades de ecstasy e 23.457 unidades de LSD.

A cocaína foi a droga que mais teve aumento. De pouco mais de uma tonelada interceptada de janeiro a julho de 2018, passou para quatro toneladas neste ano, um aumento de 271%. Somente em julho deste ano, em uma operação conjunta entre as Forças de Segurança do Estado, foram apreendidas mais de três toneladas da droga que estavam armazenadas em uma marina na cidade de Guaratuba, no Litoral do Paraná.

Devido às fronteiras com Paraguai, Argentina e Mato Grosso, que faz fronteira com a Bolívia, o Paraná tem se transformado em rota do tráfico de drogas no país. Segundo um especialista em combate ao narcotráfico, é difícil e quase impossível contabilizar o volume de drogas que passam pelas rodovias, ferrovias e aeroportos do Estado com destino a outros países e ao consumo interno.

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Embora o crime organizado seja o maior responsável pela entrada das drogas no Paraná, o especialista alerta que, quando há um volume muito grande de drogas, o traficante pode ser até seu vizinho. Tem um perfil discreto, não é esnobe, até não traz risco à sociedade e faz do tráfico o seu negócio. Como descobrir?

A esta pergunta, o especialista, que já trabalhou no combate ao narcotráfico, disse que é preciso investir mais em pessoal e inteligência. Observa, por exemplo, que na Ponte da Amizade, divisa entre Brasil e Paraguai, tem apenas dois ou três policiais para fazer a varredura, o que é muito pouco. Falta também pessoal na Polícia Rodoviária Federal e na Polícia Federal. Hoje, as grandes apreensões são feitas em função de denúncias e pelo trabalho de investigação e inteligência. “Quanto mais o Estado investir no setor de inteligência, mais rastreará as ações do crime organizado e mais apreensões de drogas serão feitas podendo, inclusive, fazer com que o Estado deixe de ser rota de passagem das drogas cujo consumo vem aumentando no país”.

Com a inteligência, diz o especialista no combate ao tráfico, serão acionadas unidades especializadas como a de cães farejadores. Ele faz um alerta para o governo estadual no sentido de investir mais em contratação de pessoal, porque, hoje, segundo dados dos órgãos de segurança pública do Estado, perto de 70% dos homicídios na capital são motivados pelo tráfico, envolvendo usuários, traficantes e disputa por pontos de distribuição.

Neste ano, foram retiradas de circulação 22% a mais de maconha – ou 13 toneladas. As apreensões de crack passaram de 622 quilos nos primeiros sete meses de 2018, para 783 quilos neste ano. Uma alta de mais de 25%. Do total, cerca de 160 quilos foram apreendidos só em Curitiba. As ações na capital paranaense também resultaram em maior apreensão de ecstasy (79%) e LSD (155%).

Para o secretário da Segurança Pública, coronel Romulo Marinho Soares, o combate ao tráfico de drogas no Paraná faz parte do trabalho de integração das forças de segurança que atuam no Estado. “Todas estas apreensões são frutos do trabalho de prevenção, ostensividade, investigação e inteligência das forças policiais vinculadas à Secretaria. Temos atuado constantemente no combate ao crime organizado, já que inibindo o tráfico de drogas conseguimos evitar também outros crimes em todo o Paraná”, disse.

“Sem dúvida, o aumento da apreensão das drogas no Paraná deu-se pelo incremento das ações ostensivas e o fato de estarmos intensificando a atividade de inteligência até a fronteira com o Paraguai e com a Argentina e com as divisas de São Paulo e Santa Catarina. Outro fator que vem a agregar valor a esse processo é o monitoramento da atividade das quadrilhas”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos.

 

Queima de drogas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) incinerou cerca de 11 toneladas de droga no mês de agosto. O maior volume (67%) foi destruído em Santa Terezinha do Itaipu, na região Oeste do Paraná. Entre as diversas drogas incineradas, a maconha foi a principal, pois é a mais apreendida no Estado.

O delegado da PCPR, Ítalo Biancardi Neto, explica que historicamente a maconha é a droga mais consumida no Paraná. ““Se compararmos a apreensão no primeiro semestre desse ano com o mesmo período do ano anterior houve aumento de 30% pela Divisão de Narcóticos. É uma droga que se apreende mais em função da demanda, a procura é maior pelos usuários e, por consequência, há uma oferta maior”, diz.

A destruição da maior parte da droga ocorreu em Santa Terezinha do Itaipu porque as apreensões também se concentraram naquela região. “É um grande corredor rodoviário no Paraná por onde passam toneladas de drogas oriundas de países vizinhos como Peru, Bolívia e Paraguai”, disse o delegado da PCPR.

Em 2 de agosto foram queimadas duas toneladas de maconha e dezenas de frascos de lança-perfume em uma olaria localizada no bairro Vila Vitorassi. No dia 20, a PCPR incinerou cerca de 3,2 toneladas de drogas no mesmo local.

Neto explica que a incineração ocorre após a autorização do juiz, que determina o prazo de 15 dias para que a tarefa seja cumprida sob critérios de segurança.

DESTRUIÇÃO– – Além de duas incinerações em Santa Terezinha do Itaipu, a PCPR queimou 4,2 toneladas em Cafelândia, na região Oeste do Estado, em 9 de agosto. O produto ilegal foi apreendido em ações policiais que aconteceram no primeiro semestre deste ano na Região Metropolitana de Cascavel.

No dia 8 foi incinerada 1,5 tonelada de drogas diversas em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A destruição ocorreu na empresa Cal Morro Branco, localizada na rodovia Almirante Tamandaré. Maconha, crack, cocaína, LSD e ecstasy foram apreendidas na Capital e na RMC.


Fonte: Paraná Portal

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