O julgamento de Luiz Felipe Manvaleir, acusado de matar a esposa Tatiane Sptizner no dia 22 de julho de 2018 está no terceiro dia no Tribunal do Júri, no Fórum de Guarapuava.
Várias testemunhas de defesa e acusação estão sendo ouvidas sobre o caso. No primeiro dia, duas pessoas prestaram depoimento. Já durante o dia de ontem mais três foram ouvidas e outras duas dispensadas. Nesta quinta-feira, Marco Aurélio Jacó, investigador da Polícia Civil, está prestando depoimento. Marco Aurélio é a sexta testemunha a falar no plenário.
Desse modo, os depoimentos até o momento foram de Bruno Maciozek, Delegado de Polícia Civil, Camila Gibran, vizinha do casal na época, e o marido dela José Ivo de Aguiar. Além disso, Guilherme Taques que é médico legista e Flávio Ladwig, síndico no prédio do casal na época.
Ainda faltam prestar depoimento: Obadias de Souza Junior, assistente do Instituto Médico Legal (IML). Antonio Marcos Machado, vizinho da lanchonete da frente. E ainda Wellington Daikubara, delegado de Plantão, Leandro Dobrychtop, investigador. Além de Joanez Gaspar, investigador, Newton Albach, policial militar, André Manvailer irmão do réu, além do acusado Luis Felipe Manvailer.
O julgamento deve durar mais quatro dias, até que os jurados possam ouvir todas as testemunhas, analisar as provas e tomar uma decisão.
O caso
A advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta no apartamento em que morava com o companheiro, depois de ter sido agredida e ter sido jogada do quarto andar do prédio na cidade de Guarapuava. Na noite do fato, em 22 de julho de 2018, Tatiane e o marido, Luiz Felipe Manvailler, comemoravam o aniversário dele em uma boate da cidade.
O casal teve um desentendimento, e câmeras de segurança mostram Tatiane sendo agredida primeiro dentro do carro, na sequência na garagem, e também no elevador do condomínio. Após as brigas, vizinhos chamaram a polícia falando que uma mulher havia se jogado, ou sido jogada da sacada do prédio.
Luiz Felipe, que após a queda ainda levou o corpo da mulher sem vida de volta para o apartamento, não estava no local quando os policiais chegaram. Ele foi preso horas depois após se envolver em um acidente próximo a fronteira com o Paraguai. A defesa do réu alega que Tatiane se jogou da sacada naquela noite.
Já o Ministério Público afirma que Tatiane morreu anteriormente, por asfixia mecânica, comprovada por laudos. Manvailler é acusado de homicídio qualificado e fraude processual, com qualificadora de feminicídio.
Com informações: Rede Sul