Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Paraná
Paraná

Venda de atestados falsos avança na web enquanto sistema do CFM para

Plataforma Atesta CFM está suspensa pela Justiça e especialistas alertam para riscos criminais a trabalhadores e médicos
04 ago 2026 às 17:03
Por: Band
Imagem: fizkes / Shutterstock

O comércio ilegal de atestados médicos pela internet continua ativo no Brasil, mesmo após denúncias feitas pelo Jornal da Band e pelo Band Cidade, enquanto a plataforma Atesta CFM, criada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para coibir fraudes, permanece suspensa por decisão judicial.


Sites oferecem documentos em minutos

Em dezenas de sites, usuários conseguem comprar atestados em poucos minutos, sem contato com qualquer profissional de saúde. Em uma das páginas, o interessado escolhe a doença, o número de dias de afastamento e o nome da clínica ou hospital que deve constar no documento, com pagamento por Pix, e os valores variam conforme o período de licença solicitado.


Em um dos casos mostrados pelo Jornal da Band, a vendedora de uma plataforma detalha a tabela de preços, oferecendo um dia de afastamento por R$ 30, dois dias por R$ 40 e três dias por R$ 50, e afirma que o cliente só paga depois de receber a prévia do atestado pronto.


Ela também explica que o documento leva o número de um CRM ativo e o nome de um médico vinculado ao hospital indicado, o que dá aparência de legitimidade ao atestado. Ao mesmo tempo, admite que se trata de um documento falso e que nenhuma dessas informações é autorizada pelo profissional citado.


Ferramenta oficial está suspensa na Justiça

Para tentar conter a prática, o Conselho Federal de Medicina criou a plataforma Atesta CFM, voltada à emissão e validação eletrônica de atestados, com registro digital e possibilidade de conferência por empresas e órgãos públicos. A obrigatoriedade de uso do sistema, porém, foi contestada na Justiça, e a ferramenta permanece suspensa.

Outras notícias

Motoboy morre às vésperas de casar e é sepultado com buquê do casamento

PF bloqueia R$ 1,5 bi em ação contra extração ilegal no Paraná

Super Muffato lança coleção de panelas MasterChef com descontos


Na avaliação do presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Eduardo Baptistella, a iniciativa é uma tentativa importante, mas isolada não basta para frear o mercado clandestino. Ele defende que o Ministério Público do Trabalho participe da fiscalização, em parceria com empresas, conselhos e demais órgãos de controle.


Crime pode levar a demissão e cassação do registro

Na visão do presidente da Associação Médica do Paraná, José Fernando Macedo, a emissão e o uso desses documentos configuram crime e exigem atenção também dos empregadores, que, segundo ele, devem confirmar diretamente com o médico se o atendimento ocorreu.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Paraná
Imagem de destaque

Padre promove inclusão de coroinha autista em missa em Curitiba

Paraná
Imagem de destaque

Jovem desaparecida é identificada após acidente com mortes na BR-277

Paraná

MPPR questiona contratação temporária na Saúde do Paraná

Paraná

Família descobre que jovem desaparecida morreu em acidente na BR-277

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Criança morre após ser atacada por cão em Apucarana

Cidade
Londrina e região

Obra do Terminal Metropolitano em Londrina não avança

Cidade
Londrina e região

Ex-guarda municipal é condenado a 5 anos por morte de homem

Cidade
Londrina e região

Muffato Gourmet Aurora é reinaugurado com novidades em Londrina

Cidade
Londrina e região

Polícia apreende ampolas de tirzepatida na rodoviária de Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 12 | Moinho Arapongas: Tradição e Futuro | Daniel Kümmel

Podcast Eleva+ Cast | EP 26 | Segurança no gás condominial | Willian Alvarenga

Podcast Em Foco | EP 04 | Além do jaleco | Dr. Rhogger Mendes