Três itens importantes na alimentação dos brasileiros viraram os vilões da inflação em 2021: o açúcar, a carne e o café pesaram no bolso neste ano.
As contas foram feitas com base nas variações acumuladas em 12 meses. Os preços dos alimentos só não subiram mais no agregado, porque alguns itens ficaram mais baratos, com destaque para o arroz e diversas frutas.
“A linha de hortifrutigranjeiros, principalmente frutas e legumes, tiveram uma leve queda e arroz também, mais ainda assim está acima do preço que tínhamos no ano passado”, explica o economista Daniel Poit.
A maior alta ficou com o açúcar refinado, 53% mais caro. Em seguida vieram maracujá (52%), filé mignon (39%) e café em pó (38%).
“O café teve um índice muito alto de aumento de preços e a carne, infelizmente, por ter aumentado o preço e agora novamente com abertura do mercado chinês para a carne brasileira, deve aumentar ainda mais e elevar o preço de outros produtos”, acrescenta o economista.
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas destacou que boa parte da inflação que sofremos neste ano é culpa do cenário climático que castigou a produção agrícola brasileira até meados de outubro. É um impacto forte nas carnes, pois a criação de animais é altamente dependente do milho e da soja para a alimentação.