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Do petróleo às terras raras: alto escalão prevê avanço dos EUA na região

Em avaliação reservada sobre a invasão à Venezuela, funcionário do alto escalão do governo brasileiro afirma que o controle de minerais críticos e a demanda energética da Inteligência Artificial estão redesenhando as tensões geopolíticas na América do Sul
07 jan 2026 às 18:41
Por: Band - Túlio Amâncio
Agência Brasil

A recente intervenção militar na Venezuela disparou um sinal de alerta no Palácio do Planalto, não apenas pelo impacto diplomático imediato, mas pelo precedente que estabelece sobre a soberania de recursos naturais na região. Segundo um funcionário do alto escalão do governo, a motivação central para tais ações transcende as justificativas oficiais de combate ao narcotráfico, focando-se em interesses econômicos e estratégicos de longo prazo.


Além do petróleo: Terras raras e minerais críticos

Embora o petróleo seja o motor atual da crise venezuelana — devido à sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e à importância para potências como Rússia e China — o horizonte de riscos para a América do Sul é mais amplo. O funcionário adverte que o modelo de intervenção visto agora pode ser replicado no futuro para garantir o controle de outros ativos valiosos.

"Hoje é o petróleo da Venezuela; amanhã podem ser terras raras ou outros minerais críticos brasileiros", alertou a autoridade, enfatizando que essa é uma preocupação que deve ser compartilhada por todos os países da região. A análise sugere que a riqueza mineral do continente pode colocar outras nações na mira de potências estrangeiras conforme a necessidade por esses materiais aumente.

A Corrida pela inteligência artificial

Um dos fatores que impulsionam essa nova dinâmica é a ascensão da economia da inteligência artificial. De acordo com o funcionário do alto escalão, essa nova fronteira tecnológica consumirá volumes massivos de energia, tornando o controle de fontes energéticas e de minerais necessários para a infraestrutura tecnológica uma questão de segurança nacional para os Estados Unidos.


Nesse contexto, a ação na Venezuela é vista como a abertura de um "precedente perigoso". A autoridade menciona que a retórica intervencionista já começa a citar outros vizinhos, como a Colômbia, indicando que a estratégia de assegurar recursos próximos e vitais pode se expandir.


Cenário em evolução

Apesar da gravidade da situação, o governo brasileiro mantém a cautela na análise final dos fatos. Citando a complexidade de se avaliar eventos enquanto eles ocorrem, o funcionário recordou a máxima de que a compreensão total de um episódio histórico muitas vezes só surge após a sua conclusão. No momento, a prioridade do governo é monitorar como essas "peças do quebra-cabeça" se assentarão e quais serão os impactos reais para a segurança dos recursos estratégicos brasileiros e sul-americanos.

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