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Paraná apresenta a lideranças qualidade sanitária para evitar a chegada da gripe aviária

A transparência total na comunicação e o cuidado que cada um dos proprietários de granja do Estado precisa ter
18 mai 2025 às 16:11
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: SEAB
A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento reuniu técnicos e lideranças do setor agropecuário na manhã deste sábado (17) para discutir a defesa da avicultura do Paraná, estado que lidera a produção e exportação de frango, diante da ameaça da gripe aviária, que atingiu uma granja no Rio Grande do Sul. A reunião foi convocada pelo secretário Marcio Nunes e contou com participação online do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Alguns mercados, entre eles o da China, que é um importante comprador da carne de frango, decretaram suspensão de 60 dias em importações do Brasil. No entanto o ministro acredita que nas conversas diplomáticas e comerciais esse tempo pode ser reduzido e se restringir à área próxima ao foco. Segundo ele, já foi realizado o isolamento da região de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e está sendo procedida a rastreabilidade dos pintainhos que de lá saíram. 

“Temos espaço para negociar, o foco é de aproximadamente 28 dias e se conseguirmos eliminar o foco e rastrear os animais, acreditamos que com transparência e eficiência, o fluxo possa ser normalizado antes dos 60 dias”, disse Fávaro.

A transparência total na comunicação e o cuidado que cada um dos proprietários de granja do Estado precisa ter para evitar a entrada do vírus foram os principais tópicos da conversa. “A transparência, a eficiência e fazer o que ditam os protocolos são ações importantes para superarmos rapidamente essa questão para retomar a normalidade de vendas”, afirmou o ministro. 

O Paraná é um dos estados mais interessados na normalização do comércio, visto ser responsável por quase 35% da produção e cerca de 42% da exportação de carne de frango. “Neste momento é importante que todos assumam suas responsabilidades para sermos bastante efetivos”, afirmou o secretário Marcio Nunes.

Ele salientou a necessidade de os proprietários das cerca de 20 mil granjas do Estado continuarem e reforçarem as medidas de segurança nas propriedades. Entre elas a verificação das telas mantendo o local das aves fisicamente perfeito para que não haja nenhuma fresta que possibilite a entrada de qualquer outro animal. 

Também é importante restringir a entrada apenas às pessoas absolutamente necessárias e tomando todas as medidas de desinfecção dos solados de sapatos, das roupas e dos veículos.  

Igualmente é necessário para garantir a sanidade das aves do Estado o comunicado à Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar) de qualquer alteração nos hábitos dos animais, como mortalidade fora do padrão ou sintomas de gripe aviária. Quanto mais rápida a notificação for feita, melhor será o atendimento e a proteção das aves.

Os sintomas podem ser os mesmos de uma gripe comum: dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, incoordenação motora, diarreia ou a alta mortalidade. “O Estado não tem nenhum caso suspeito ou em investigação, mas precisamos estar sempre alertas”, disse o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

A Adapar tem trabalhado de forma ativa na vigilância sanitária para evitar a entrada do vírus no Estado. Atualmente são feitas análises por amostragem em mais de 300 propriedades. Além disso, se há qualquer informe de suspeita, o atendimento é feito em menos de 12 horas. Os técnicos também atuam na vigilância de aves migratórias no litoral do Estado e na disseminação de informações sobre os cuidados que os proprietários precisam ter.

O presidente da Adapar acentuou novamente que os apreciadores de frango podem continuar a consumir normalmente a carne. Eventual transmissão somente acontece com contato próximo e continuado com aves vivas infectadas, como em uma gripe normal, e não ao ingerir o alimento. 

A reunião deste sábado também teve a presença do secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, e de representantes do Ministério da Agricultura, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Sistema Ocepar, Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), e de empresas produtoras de frango.
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