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Primeira Turma do STF marca sessão para julgar recurso de Carla Zambelli

Julgamento virtual irá analisar o recurso apresentado pela defesa da deputada contra a decisão que condenou a parlamentar a 10 anos de prisão
05 jun 2025 às 15:26
Por: Agência Brasil
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Primeira Turma Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para sexta-feira (6) uma sessão virtual para julgar o recurso apresentado pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a decisão que condenou a parlamentar a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.


O julgamento será iniciado às 11h e será finalizado às 23h59 do mesmo dia. A solicitação de data para o julgamento foi feita pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.


Caso o recurso seja rejeitado pela maioria dos ministros, Moraes poderá determinar a execução da condenação da deputada. Dessa forma, a prisão de Zambelli deixaria de ser preventiva e passaria a ser motivada para o cumprimento da pena.


Mais cedo, Moraes determinou a prisão da deputada, a inclusão do nome da parlamentar na lista de procurados da Interpol e a suspensão das redes sociais.

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Na terça-feira (3), em entrevista a uma rádio do interior de São Paulo, Zambelli disse que saiu do país para fazer um tratamento de saúde e que vai pedir licença do mandato. A deputada está nos Estados Unidos e afirmou que pretende ir para a Itália por ter cidadania italiana. 


A prisão foi determinada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a medida ao Supremo. Para a PGR, ela fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da condenação.


No recurso, a defesa pediu a absolvição da deputada e afirma que houve cerceamento de defesa pela falta de acesso a todas as provas produzidas durante a investigação.


Os advogados também contestaram a condenação de Zambelli ao pagamento de R$ 2 milhões em danos coletivos.


"Não há critérios objetivos que possam quantificar e precisar, ainda que grosseiramente, o prejuízo sofrido pela administração da justiça, de modo que a fixação de indenização em patamar milionário decorre de discricionariedade do julgador sem amparo em critérios objetivos", afirmaram os advogados.


Após a fuga, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada. Moraes determinou que a defesa seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU).

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