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UEL e TRE-PR firmam acordo inédito para pesquisar crimes cibernéticos

Quem irá representar a UEL nesta iniciativa são os docentes e pesquisadores do Laboratório de Pesquisas de Crimes Cibernéticos
17 set 2024 às 12:10
Por: Assessoria de Imprensa
Em 2000, o número de candidaturas com identidade religiosa representava 0,55% do total
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Universidade Estadual de Londrina e o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica inédito no Paraná, com o objetivo de viabilizar pesquisas e ações de enfrentamento às novas modalidades de crimes cibernéticos envolvendo, principalmente, agentes públicos e eleitores. A parceria foi assinada na tarde da última sexta-feira (13) pela reitora, professora Marta Favaro, e o presidente do TRE-PR, o desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, no Gabinete da Reitoria.


Conforme o desembargador, a iniciativa é a primeira desta natureza reunindo o Poder Judiciário paranaense e uma Instituição de Ensino Superior. Os objetivos envolvem a realização de cursos de capacitação para servidores e o desenvolvimento de pesquisas em conjunto nas áreas de Inteligência Artificial (AI), proteção de dados, combate à desinformação e segurança cibernética aplicadas ao processo eleitoral. 


A reitora da UEL, Marta Favaro, destaca que a possibilidade de unir o time de professores, pesquisadores e estudantes da universidade à equipe do TRE será muito importante no enfrentamento à desinformação e na busca por uma cultura de paz. “A parceria é muito positiva. É um processo de busca por uma transformação positiva. Pretendemos criar produtos e propor um serviço que mude esta cultura que está instalada e instale uma cultura de paz”, destacou a reitora, durante o evento de lançamento da parceria. 




Articulação


O desembargador Sigurd Roberto Bengtsson ressalta que a parceria será valiosa para o Tribunal Regional Eleitoral uma vez que irá colaborar com o trabalho de juízes e juízas em articulação com um corpo técnico altamente qualificado de docentes e pesquisadores da UEL. Neste sentido, a perspectiva deste trabalho prevê que a parceria não seja benéfica apenas para à área do Direito, avalia. “Porque a desinformação nas eleições não fica só no campo do Direito, mas na questão da Informática, Psicologia, Ciência Política, da Sociologia. Ela é multidisciplinar, envolve vários campos do conhecimento”, avalia.

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Outro objetivo da parceria é apoiar a Escola Judiciária Eleitoral do Paraná na criação de conteúdos educacionais especializados e na realização de cursos, palestras e eventos voltados à capacitação de servidores públicos e à educação de eleitores sobre temas relacionados às novas ferramentas digitais, à identificação de conteúdos manipulados (Deepfakes) e sobre Direito Eleitoral. 


A reunião de lançamento da parceria contou com o vice-reitor, Airton Petris; a chefe de Gabinete da Reitoria, Lisiane Freitas de Freitas; da procuradora da UEL, Tânia Lobo Muniz; de pró-reitores e docentes, além do articulador da parceria, o advogado especialista em Direito Digital Fernando Peres. Pelo TRE-PR, também estiveram presentes o juiz da 157ª Zona Eleitoral (ZE) de Londrina, Mauro Henrique Veltrini Ticianelli; a diretora-geral, Solange Maria Vieira; a chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP), Rubiane Barros Barbosa Kreuz; e o chefe da Seção de Mídias Sociais (SMS), Vilmar Chequeleiro.



CyberLab


Quem irá representar a UEL nesta iniciativa são os docentes e pesquisadores do Laboratório de Pesquisas de Crimes Cibernéticos (CyberLAB), projeto de extensão sediado no Departamento de Computação, no Centro de Ciências Exatas (CCE). Com 16 alunos cadastrados, o projeto é coordenado pelo professor Rodolfo Miranda de Barros e a parceria contará, também, com a atuação dos professores Gilberto Fernandes Júnior (Departamento de Computação) e Vanessa Barros (Departamento de Design). “Estamos buscando também alunos de outros cursos, de Direito, Letras e Comunicação, então teremos várias oportunidades para o desenvolvimento de atividades extensionistas”, adianta.   


Dentre as principais estratégias de combate à desinformação que poderão ser aprofundadas pelo CyberLad, estão o desenvolvimento de um aplicativo que funcione como um botão do pânico para casos de ataques cibernéticos contra instituições.  


Com quase dois anos de trabalho, o CyberLab vem incentivando alunos participantes a realizarem leituras, pesquisas de campo (questionários), entrevistas com especialistas, discussão de casos e a elaboração de materiais educativos para a conscientização e prevenção em torno dos cibercrimes. O projeto está sediado no Laboratório da Computação, o GAIA. 


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