Uma pesquisa realizada na China aponta que o consumo frequente de vídeos curtos em redes sociais pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo de crianças, além de aumentar as chances de ansiedade e dependência.
O hábito de rolar a tela e assistir a conteúdos rápidos também pode afetar a rotina. Segundo cientistas da Universidade de Macau, crianças com acesso irrestrito às telas têm maior risco de apresentar dificuldades de socialização, falta de concentração e até evasão escolar. A psicóloga Tatiane Peleari Rodolpho concorda com o alerta.
Na prática, algumas famílias já adotam medidas para limitar o uso. A vendedora Bianca Brando, mãe de uma menina de 8 anos, prefere não dar celular à filha. Já Andressa Lopes da Silva Barbosa afirma que a filha de 3 anos não utiliza aparelhos e tem como principal passatempo as brincadeiras.
Especialistas destacam que a faixa etária entre 4 e 8 anos é decisiva para o desenvolvimento do cérebro e das emoções, o que exige atenção ao uso de telas.
O alerta também vale para adultos: no Brasil, 89% das pessoas passam, em média, cinco horas por dia no celular.