O Brasil encerrou 2025 com mais de 80 milhões de pessoas inadimplentes, o equivalente a 49,7% da população adulta, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. O volume total de dívidas ativas chegou a R$ 518 bilhões, mantendo o país acima dos níveis observados antes da pandemia.
Para entender como reorganizar as finanças, Maika conversa com o educador financeiro Eduardo Caetano.
O especialista explica que um dos maiores erros é aceitar negociações de bancos, por exemplo, sem antes analisar o orçamento de forma clara. Nesse momento, a calma é a melhor aliada do bolso.
Antes de fechar um acordo para pagamento de dívidas, o indicado é entender qual o valor da parcela que você conseguirá pagar mensalmente, sem comprometer o orçamento de outras despesas; caso contrário, a dívida pode se tornar ainda maior.
O objetivo é estabelecer um prazo menor com parcelas que caibam no bolso. Para organizar um orçamento, é preciso, primeiramente, entender os gastos básicos e essenciais, como água, luz e mercado, antes mesmo de pagar a dívida.
E a dica para quem está no início da vida financeira é prestar atenção aos gastos não essenciais, como despesas com restaurantes, roupas e outros itens supérfluos. O ideal é guardar uma porcentagem fixa do salário mensal e procurar investir de forma segura em CDB, LCI e LCA, que permitem começar com pouco dinheiro.