Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos para o Senado pelo Paraná nas eleições deste domingo (4), com 91,32% das seções eleitorais totalizadas, em um cenário no qual a candidatura de Dallagnol foi considerada válida pela Justiça Eleitoral. Barros recebeu 27,39% dos votos, com 2.819.782 votos, enquanto Dallagnol terminou com 25,36%, com 2.610.544 votos.
Os dois candidatos ficaram nas primeiras posições entre os concorrentes às duas vagas destinadas ao Paraná. Para o Senado, não existe segundo turno: são eleitos os dois candidatos que obtiverem as maiores votações.
Filipe Barros é advogado e deputado federal. Natural de Londrina, iniciou sua carreira política como vereador em 2016 e posteriormente foi eleito para a Câmara dos Deputados. Filiado ao PL, construiu sua atuação política no campo da direita.
Deltan Dallagnol é ex-procurador da República e ganhou projeção nacional por sua atuação na Operação Lava Jato. Filiado ao Novo, ele também exerceu mandato de deputado federal pelo Paraná, mas teve a candidatura a deputado invalidada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2022. Em 2026, voltou a disputar uma vaga no Senado.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia indeferido a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. A decisão havia revertido um julgamento anterior do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, que autorizou sua candidatura por 4 votos a 3. Posteriormente, porém, o ministro Nunes Marques suspendeu a decisão e liberou a candidatura de Deltan ao Senado pelo Paraná.
A decisão que havia indeferido a candidatura alegava que não houve fato novo que justificasse a reanálise de sua inelegibilidade, definida pelo TSE em 2023, quando considerou que Deltan tentou burlar a Lei da Ficha Limpa ao se exonerar do cargo de procurador do Ministério Público Federal às vésperas de possíveis processos disciplinares. Com a decisão posterior de Nunes Marques, a candidatura de Deltan voltou a ser considerada válida e os votos recebidos por ele passaram a ser contabilizados.
A defesa do ex-procurador recorreu da decisão e contestou o indeferimento. O TSE havia indeferido a permanência dos suplentes da chapa, argumentando que esta é indivisível. Em 2022, Deltan teve sua candidatura a deputado federal invalidada pelo TSE, decisão que o retirou da Câmara dos Deputados.
Com o resultado, Filipe Barros e Deltan Dallagnol passam a representar o Paraná no Senado Federal pelos próximos oito anos.