Agro

Agro corre contra o tempo para atender exigências da UE

12 out 2026 às 11:08

O agronegócio brasileiro e os produtores do Paraná vivem uma corrida contra o tempo para se adequarem ao novo regulamento antidesmatamento da União Europeia. A partir de 30 de dezembro, grandes e médias empresas exportadoras de commodities agrícolas precisarão comprovar que seus produtos não foram cultivados ou produzidos em áreas desmatadas após o marco temporal de dezembro de 2022. Para micro e pequenas empresas, o prazo se estende até o meio de 2027.


O bloco europeu é um dos principais destinos comerciais das exportações agrícolas do país, movimentando cerca de US$ 22 bilhões anuais. A nova legislação incide diretamente sobre a produção de soja, carne bovina, cacau e madeira. Para manter o acesso ao mercado internacional, os exportadores terão de apresentar relatórios detalhados de geolocalização e imagens de satélite que comprovem a origem de cada lote.


O principal gargalo para o setor reside na rastreabilidade das cadeias produtivas. A mistura de grãos vindos de diferentes propriedades em armazéns e o deslocamento do gado entre fazendas ao longo da engorda dificultam o controle individual exigido pela fiscalização europeia. Embora os produtores brasileiros utilizem cadastros ambientais rurais, as entidades do setor destacam a necessidade de aprimorar os sistemas de checagem para evitar a perda de competitividade nas remessas enviadas ao exterior.

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