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Alívio no preço do frango chega ao fim com alta do diesel e fretes mais caros

Após meses de queda, carne de frango volta a subir na última semana de março; conflito no exterior encareceu o transporte no Brasil
02 abr 2026 às 10:44
Por:
Agência Brasil

A sequência de quedas no preço da carne de frango, que trazia um alívio para o consumidor desde o começo de 2026, sofreu uma interrupção brusca nos últimos dias de março. De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário mudou devido ao encarecimento do frete em todo o país. O principal culpado é o conflito no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo disparar no mercado internacional, refletindo diretamente no valor do diesel nas bombas brasileiras e forçando a indústria a repassar os custos de transporte.


O levantamento mostra que praticamente todos os cortes de frango acompanhados pelo centro de pesquisas registraram forte alta entre os dias 24 e 31 de março. Para se ter uma ideia, o frango congelado no atacado paulista, que vinha acumulando uma desvalorização de mais de 6% até o meio do mês, recuperou quase tudo na última semana e fechou março praticamente estável. Essa reação rápida pegou muitos comerciantes de surpresa, já que a oferta de aves no mercado interno ainda é considerada alta para a demanda atual.


Apesar desse susto recente, quem olha para o trimestre inteiro ainda vê um saldo negativo. Entre janeiro e março, o frango inteiro acumulou uma queda de quase 10% no atacado da Grande São Paulo, fruto de um descompasso onde havia muita carne sobrando para pouco comprador. No entanto, os especialistas alertam que essa "folga" no orçamento das famílias pode estar com os dias contados, já que a pressão dos combustíveis continua sendo o grande vilão para manter os preços baixos nas gôndolas.


Agora, o mercado observa de perto se o consumo vai resistir a esse novo patamar de preços em abril. Com o fim da Quaresma e a chegada dos salários da primeira quinzena, a expectativa é de que a procura aumente, o que pode dar margem para novos reajustes por parte dos frigoríficos. Por enquanto, a orientação para o consumidor é pesquisar, já que a variação de preços entre os distribuidores ainda é grande devido ao estoque antigo que alguns estabelecimentos ainda possuem.

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