A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou que os estoques de diesel no Rio Grande do Sul são suficientes para o abastecimento regular. Em nota, a instituição rebateu as denúncias de produtores rurais do estado, representados pela Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz), de que a falta do combustível pode comprometer o ritmo da colheita das lavouras de soja e de arroz.
A agência destacou que a produção e a entrega seguem em ritmo normal, mesmo com a escalada dos conflitos no Oriente Médio, e que não foram identificadas justificativas técnicas para a recusa de fornecimento. A agência ainda informou que vai investigar, junto a órgãos de defesa do consumidor, os relatos de aumentos injustificados nos preços do combustível no território gaúcho.
A ANP declarou que o estado possui estoques regulares e que a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) opera normalmente e que notificará as distribuidoras para que detalhem seus estoques e pedidos atendidos. O objetivo é identificar onde ocorre o gargalo relatado pelos produtores rurais na ponta da cadeia.
De acordo com a denúncia da Federarroz, as altas de preços são superiores a R$ 1,20 por litro em curto prazo. Essa situação de suposta abusividade também será alvo de apuração rigorosa por parte da agência reguladora.
Analistas apontam que o problema pode estar na modalidade de compra dos TRRs, conhecida como mercado spot. Esse modelo sofreu com a volatilidade de preços decorrente da guerra no Oriente Médio, o que teria dificultado o repasse ou a aquisição de novos lotes, gerando desabastecimento pontual nas fazendas.
A Petrobras reforçou que as entregas de diesel ocorrem dentro do volume programado no estado, mas produtores de arroz reportaram a interrupção da colheita em algumas regiões devido à falta do combustível.