Agro

Arábia e Malásia suspendem compra de frango do Brasil

23 out 2026 às 13:29

A Arábia Saudita e a Malásia suspenderam as importações de carne de frango do Brasil após a identificação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. A decisão do governo saudita atinge diretamente os produtos com origem em território catarinense, modelo de restrição também adotado por outros parceiros comerciais relevantes, como a China e o Chile.


Por outro lado, nações como o México e a própria Malásia determinaram um embargo total e imediato a todas as cargas avícolas provenientes do território brasileiro.


A medida gera impacto direto na cadeia do agronegócio de Santa Catarina, segundo maior polo exportador avícola do país, responsável por quase 25% de todos os embarques nacionais enviados ao exterior.


Para mitigar a crise e evitar novos bloqueios, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) iniciou tratativas diplomáticas e técnicas com governos estrangeiros. A meta das autoridades brasileiras é apresentar laudos e relatórios que comprovem a rigidez dos protocolos sanitários do país, reforçando que o consumo de produtos avícolas segue totalmente seguro.


Mobilização do setor e reforço preventivo no Paraná


A agilidade nas negociações é considerada crucial para evitar prejuízos generalizados na balança comercial do agronegócio. A situação mobilizou lideranças da cadeia de proteína animal em Brasília e na Região Sul.

No Paraná, maior produtor e exportador de frango do país, a vigilância sanitária recebeu reforço preventivo.


Com um plantel estimado em cerca de 600 milhões de aves comerciais, os órgãos estaduais de defesa agropecuária intensificaram as fiscalizações nas propriedades rurais e o controle do transporte de animais nas divisas estaduais.


O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, assegurou que o risco de proliferação da doença dentro do circuito comercial é nulo. O dirigente esclareceu que os exames laboratoriais detectaram apenas traços residuais do vírus e que os animais envolvidos no caso isolado foram abatidos preventivamente, em conformidade com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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