Agro

Brasil negocia suspensão de exportações na Europa

13 mai 2026 às 16:08

O governo brasileiro e o setor de proteína animal intensificaram as negociações com a União Europeia para reverter a suspensão de exportadores nacionais da lista de fornecedores autorizados pelo bloco europeu. O principal impasse envolve exigências relacionadas à fiscalização do uso de antimicrobianos proibidos no território europeu.


Segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil já atende às normas sanitárias internacionais e não utiliza as substâncias questionadas pela Comissão Europeia. No entanto, o bloco europeu solicita garantias mais detalhadas sobre os mecanismos de fiscalização aplicados na cadeia produtiva nacional.


Diante da situação, o Ministério da Agricultura, comandado pelo ministro Andrade de Paula, determinou a criação de um protocolo específico para atender às exigências europeias. Paralelamente, representantes brasileiros mantêm negociações diplomáticas em Bruxelas para esclarecer os pontos pendentes e reforçar a confiabilidade do sistema sanitário brasileiro.


As exportações de carne bovina, aves e ovos seguem normalmente até o dia 3 de setembro. O setor produtivo acredita que o prazo será suficiente para formalizar as garantias exigidas pela União Europeia e evitar interrupções nos embarques.


Apesar da preocupação entre exportadores, Ricardo Santin afirma que não há expectativa de impacto imediato nos preços das carnes para os consumidores brasileiros. Como o fluxo comercial permanece ativo durante as negociações, o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno continua estável.


A União Europeia representa entre 4% e 6% das exportações brasileiras de proteína animal, sendo considerada um parceiro estratégico para o setor. O crescimento da demanda europeia chama atenção: enquanto a média mensal exportada no ano passado era de 19 mil toneladas, o volume atual já alcança cerca de 30 mil toneladas mensais.


O objetivo do governo e da ABPA é garantir que a segurança sanitária brasileira seja reconhecida oficialmente pelo bloco europeu, assegurando a continuidade das exportações e preservando a posição do Brasil entre os principais fornecedores globais de proteína animal.

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