O café consolida sua posição como a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, ficando atrás apenas da água. O dado reforça a relevância cultural e econômica do grão no país, que se mantém como o maior produtor e exportador mundial de café. Para a safra de 2026, a estimativa de produção atinge a marca de 66 milhões de sacas, evidenciando o vigor do agronegócio nacional neste setor.
A rotina de consumo está profundamente enraizada no cotidiano da população. A frequência de ingestão da bebida é elevada: cerca de 44% dos brasileiros consomem entre três e cinco xícaras diariamente.
Uma parcela ainda mais ávida, correspondente a 26% dos consumidores, ultrapassa a marca de seis xícaras por dia.
Variedades, grãos e o mercado de café
O mercado brasileiro lida predominantemente com dois tipos de grãos que atendem a diferentes perfis de paladar e necessidades industriais. O grão do tipo Robusta caracteriza-se por possuir quase o dobro de cafeína em relação ao Arábica, sendo frequentemente utilizado em blends ou cafés que exigem maior intensidade.
Já o café arábica é amplamente empregado em variações clássicas e cafés especiais, valorizados por sua complexidade de sabor.
Além do tradicional "cafezinho" coado, o setor observa uma expansão na diversidade de preparos. O cardápio atual estende-se desde o expresso convencional até combinações mais elaboradas e gastronômicas, como bebidas geladas e sobremesas, exemplificadas pelo "afogado de pistache" servido com bolo de cenoura.
Essa diversificação reflete a sofisticação do consumo interno, onde o café deixa de ser apenas um acompanhamento matinal para se tornar um ingrediente central em experiências de lazer e gastronomia. A liderança brasileira na exportação garante que o país dite tendências globais de volume, enquanto o mercado interno foca na qualidade e na variedade de ofertas ao consumidor final.