O cenário do consumo de proteínas no Brasil vem passando por uma transformação significativa. Segundo dados recentes, o consumo de carne suína registrou um aumento expressivo no país, impulsionado por uma combinação de preços atrativos e uma percepção mais positiva sobre a qualidade do alimento.
Em Goiás, a movimentação nos frigoríficos reflete esse novo momento. Numa unidade localizada em Luziânia, cerca de 4.000 animais chegam mensalmente para processamento. Com a chegada das festas de fim de ano, a procura cresceu ainda mais: o volume de abates saltou de 4.880 em outubro de 2025 para uma previsão de mais de 5.300 em dezembro do mesmo ano. Entre os cortes mais procurados estão o pernil, a costela e o lombo.
Comparativo de preços
O principal motor desta mudança de hábito é o preço competitivo em relação à carne bovina. Em supermercados da região do entorno de Brasília, a diferença é notável:
Filé Mignon: Enquanto o corte bovino custa cerca de R$ 70,00 o quilo, o suíno sai por R$ 40,00.
Picanha: A picanha suína chega a custar metade do preço da picanha bovina (R$ 60,00/kg).
Esta vantagem económica fez com que, nos últimos 10 anos, o consumo por habitante crescesse 35%, atingindo a marca de aproximadamente 20 kg de carne suína por brasileiro ao ano.
Saúde e ersatilidade na cozinha
Além do alívio no bolso, o consumidor brasileiro está a desmistificar o consumo do porco. Especialistas e consumidores destacam que a carne suína atual é mais saudável, possui menos gordura e passa por rigorosas inspeções sanitárias.
A versatilidade também é um ponto forte. Consumidores relatam o uso da proteína em diversas receitas do quotidiano, como hambúrgueres, lasanhas e bifes, integrando o alimento definitivamente no cardápio semanal das famílias.