Celebrada em 31 de agosto, a data dedicada ao bacon destaca como a ciência modificou a barriga suína para entregar um produto que atende às novas exigências dos consumidores. No passado, a atividade concentrava esforços na produção de banha.
Contudo, a alteração nos hábitos alimentares da população exigiu uma completa reestruturação nas granjas, unindo o melhoramento genético para atingir o equilíbrio ideal entre carne e gordura.
Além da padronização, o trabalho genético busca reduzir a concentração de ácidos graxos saturados na gordura produzida. A diretriz contribui diretamente para a entrega de um alimento mais saudável à população, mantendo as características essenciais para o preparo culinário.
Empresas do setor lideram essa evolução no país por meio da pesquisa científica e da inteligência de dados. "Nosso programa de melhoramento passou a incorporar objetivos de seleção capazes de direcionar a conformação dos animais exatamente para as tendências de mercado", afirma a gerente de Genética Latam da Topigs Norsvin, Mariana Piatto Berton. "Avaliamos índices específicos, como as perdas por gotejamento e o índice de iodo, que nos permitem entregar alto rendimento", completa.
Fora das prateleiras dos supermercados, a tecnologia também otimizou a criação de suínos nas granjas. Linhagens modernas proporcionam melhor conversão alimentar, permitindo que os animais aproveitem os nutrientes da ração com alta eficiência. O avanço diminui o desperdício, reduz o impacto ambiental da atividade e preserva a margem de lucro dos produtores rurais.
"Unimos genética, eficiência e sustentabilidade para produzir mais, com qualidade superior e menor impacto ao meio-ambiente, atendendo de ponta a ponta as necessidades do produtor, da indústria e do consumidor", conclui Mariana.