Agro

Conflito no Oriente Médio gera cautela no mercado suinícola

12 mar 2026 às 09:34

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que agentes do setor suinícola brasileiro estão em estado de atenção diante do conflito no Oriente Médio e dos possíveis impactos sobre os preços do petróleo, do dólar e outras variáveis econômicas globais.


Segundo o Cepea, as especulações geradas pelo cenário geopolítico internacional têm reduzido a liquidez no mercado independente de suínos. Diante da incerteza econômica, produtores e indústrias têm evitado realizar ajustes nos preços de comercialização do suíno vivo e da carne suína, mantendo as cotações praticamente estáveis, mesmo com o aumento do poder de compra da população neste início de mês.


Nesse contexto, o valor médio do suíno vivo negociado na praça SP-5, que engloba as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, está em R$ 6,94 por quilo nesta parcial de março, considerando dados até o dia 10.


De acordo com o levantamento do Cepea, esse é o menor valor registrado desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89 por quilo, em termos reais, considerando o deflacionamento pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).


Diante desse cenário, agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação com o comportamento do mercado, já que havia expectativa de recuperação nos preços do suíno vivo neste início de março.


Essa expectativa era baseada no aquecimento sazonal da demanda, comum no período, além do baixo patamar das cotações no mercado independente, fatores que normalmente favoreceriam uma valorização do produto. No entanto, as incertezas externas e o ambiente econômico internacional têm mantido o mercado cauteloso e com ritmo de negociações limitado.

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