Agro

Consumo de hortifrutis deve potencializar o uso de canetas emagrecedoras

17 ago 2026 às 17:21

O uso de canetas emagrecedoras no tratamento contra a obesidade e o sobrepeso exige atenção redobrada à qualidade da alimentação para evitar carências nutricionais e garantir resultados duradouros à saúde


Embora os medicamentos atuem na redução do apetite, no aumento da saciedade e no retardo do esvaziamento gástrico, profissionais de saúde destacam que o consumo equilibrado de frutas e hortaliças é indispensável para o sucesso do processo.


Indicadas exclusivamente sob prescrição médica, essas substâncias auxiliam no controle do peso, mas não substituem uma reeducação alimentar consistente. Sem o aporte correto de nutrientes, o paciente corre riscos que vão além da balança.


A nutricionista Luciana Valente de Oliveira, especialista em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia Funcional, adverte que o medicamento isolado não assegura manutenção do peso em longo prazo. A ausência de uma dieta balanceada pode provocar perda severa de massa muscular, deficiências vitamínicas e o reganho do peso eliminado.


Segundo a nutricionista, o acompanhamento profissional contínuo é fundamental para ajustar a ingestão de proteínas, carboidratos complexos, fibras e gorduras de boa qualidade.

Nesse contexto clínico, os vegetais desempenham uma função reguladora decisiva. As hortaliças e frutas fornecem fibras solúveis e insolúveis, vitaminas e minerais essenciais, além de auxiliarem no controle dos índices glicêmicos e no bom funcionamento intestinal.


A recomendação técnica é que metade do prato nas principais refeições seja composta por hortaliças variadas. Para as frutas, a indicação diária gira entre duas e três porções, dando preferência a alimentos frescos, da estação e de procedência confiável.


Um dos principais obstáculos para quem utiliza os fármacos emagrecedores é a forte perda de apetite. Para evitar períodos prolongados de jejum e manter o suporte calórico mínimo, estratégias culinárias tornam-se necessárias.


Da semente ao prato: a pesquisa agrícola a favor da nutrição

A qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor urbano começa nas primeiras etapas da cadeia produtiva no campo. A seleção genética de sementes e as práticas agrícolas de manejo influenciam diretamente o teor nutricional, a durabilidade pós-colheita e o sabor dos produtos hortifrutícolas.


De acordo com o especialista em desenvolvimento de sementes da Agristar do Brasil, Roberto Araújo, o abastecimento regular dos centros urbanos é fruto de pesquisa contínua voltada para a eficiência no campo e a qualidade na mesa.


A Agristar mantém cinco estações experimentais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e no Rio Grande do Norte. O trabalho descentralizado permite criar cultivares adaptadas aos diferentes tipos de clima e solo brasileiros, assegurando que o consumidor encontre produtos frescos para complementar sua dieta.

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