Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam um cenário de alívio parcial para o produtor de feijão no Paraná. Apesar da leve queda ou estabilidade nos custos de produção, o setor ainda enfrenta dificuldades para cobrir a depreciação e o capital investido.
Na metade sul do estado, o feijão preto apresenta custo médio de R$ 4.430 por hectare, valor um pouco inferior ao registrado em 2025. A comercialização de cerca de 29,67 sacas por hectare é suficiente para cobrir os custos operacionais, mas ainda não alcança os custos totais, estimados em aproximadamente 40 sacas por hectare, mantendo o produtor em situação de déficit.
Já na região de Curitiba, o feijão carioca registra custos estáveis em R$ 5.170 por hectare. A venda média de 28 sacas por hectare garante uma margem operacional de 20,7%, o melhor desempenho desde maio de 2025. Ainda assim, a receita não cobre totalmente os custos totais, que superam 30 sacas por hectare.
Segundo os pesquisadores, a melhora nas margens está diretamente ligada à recente alta nos preços do feijão nos últimos 60 dias. Mesmo com esse avanço, a atividade ainda não gera excedente suficiente para compensar perdas com maquinário e investimentos, mantendo o produtor em um cenário de equilíbrio financeiro limitado.