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Donald Trump anuncia recompensas para quem denunciar frigoríficos

Governo americano investiga JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef, da Marfrig, por suspeita de conluio para elevar preços da carne bovina
07 mai 2026 às 18:27
Por: Band
Imagem: José Fernando Ogura/AEN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo alvo nesta semana: as empresas de alimentos como as multinacionais Cargill e Tyson Foods e até frigoríficos brasileiros que atuam no mercado americano como a Marfrig, que controla a National Beef, e a JBS. Trump ofereceu até recompensas para quem fornecer informações sobre práticas comerciais abusivas.


A investigação ocorre desde novembro do ano passado, impulsionada por acusações de que essas empresas elevaram os preços da carne bovina por meio de conluio ilícito. O termo conluio refere-se a um acordo secreto entre empresas concorrentes para fixar preços ou controlar o mercado, prejudicando a livre concorrência e o consumidor.


Concentração de mercado e investigação

Segundo dados do governo dos EUA, houve uma concentração drástica no setor pecuário nas últimas décadas. Entre 1980 e 1990, a fatia de gado comprada por esses quatro frigoríficos saltou de um terço para mais de 80% do total nacional.

O Departamento de Justiça americano informou que a operação já revisou mais de 3 milhões de documentos. Além disso, centenas de pessoas ligadas ao setor, incluindo pecuaristas e produtores rurais, já foram ouvidas para colaborar com o processo.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que a propriedade estrangeira de grandes processadores de carne representa uma ameaça ao país. Atualmente, a JBS é a maior produtora de carne em solo americano, enquanto a National Beef ocupa a quarta posição, sendo considerada a mais lucrativa do setor no país.

Em nota oficial, a Marfrig declarou que respeita as leis de defesa da concorrência. A companhia destacou que a National Beef atua nos EUA em sociedade com 700 produtores locais, que detêm cerca de 18% do capital da empresa.

Até o momento, as investigações seguem em curso para determinar se houve manipulação direta nos preços praticados "da porteira para fora", impactando o valor final pago pelo consumidor nas gôndolas.
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