O setor de biocombustíveis apresenta um potencial de injetar R$ 400 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até o ano de 2030. Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) projeta que a produção nacional, somando etanol e biodiesel, alcance a marca de 64 bilhões de litros no período. A expansão do segmento é vista como um motor econômico estratégico, com capacidade de gerar retorno financeiro imediato e criar postos de trabalho em larga escala.
De acordo com os dados da FGV, cada real investido na cadeia de biocombustíveis tem o potencial de gerar R$ 62 em retorno para a economia brasileira. Além do impacto financeiro direto, a estimativa aponta para a criação de mais de 225 mil novos empregos.
No campo ambiental, o avanço dessa matriz energética contribui para a preservação ambiental, com a possibilidade de evitar o desmatamento de até 480 mil hectares de terra.
Mudança no comando da Conab e investimentos no setor
Paralelamente às projeções de crescimento do setor de combustíveis renováveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) formaliza mudanças em sua estrutura diretiva. O agrônomo Silvio Porto assume a presidência da estatal nesta quarta-feira, em cerimônia realizada em Brasília. Ele chega para substituir Edegar Pretto, que estava à frente da companhia desde o início de 2023.
A posse de Silvio Porto ocorre em um momento simbólico, durante a celebração dos 36 anos de existência da Conab. Na ocasião, a companhia anuncia o aporte de R$ 450 milhões destinados ao programa de aquisição de alimentos. O investimento reforça o papel da estatal na regulação do abastecimento e no apoio à produção agrícola nacional, estabelecendo uma conexão direta com as metas de desenvolvimento sustentável e fortalecimento do agronegócio.
A análise do cenário econômico ressalta que o fortalecimento de órgãos como a Conab e o investimento em tecnologias limpas, como o biodiesel e o etanol, são pilares para que as projeções da FGV se concretizem. O setor aguarda agora o desdobramento das políticas públicas que devem acompanhar esse fluxo de investimentos previsto para a próxima década.