A intensificação do fenômeno El Niño traz alertas rigorosos para o agronegócio do Paraná e de todo o país no quarto trimestre de 2026. De acordo com relatório divulgado pela consultoria StoneX, a combinação do evento climático com o aquecimento do Atlântico tropical e o Dipolo do Oceano Índico aumenta as incertezas para as safras de soja, milho e café.
Dados da OMM (Organização Meteorológica Mundial) indicam quase 100% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até fevereiro de 2027. O cenário acarreta instabilidades regionais acentuadas: na Região Sul, a previsão de volume excessivo de precipitações pode prejudicar o tráfego de maquinários e a fase de semeadura nas propriedades rurais.
Por outro lado, áreas produtoras do Cerrado e do Matopiba enfrentam ameaças de estiagem prolongada e estresse hídrico entre novembro e dezembro. A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, orienta que os agricultores acompanhem as variações de umidade do solo mês a mês, uma vez que a distribuição irregular das chuvas impacta diretamente as janelas decisivas de desenvolvimento das culturas.