As exportações brasileiras de frutas registraram um crescimento de 25% em faturamento no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 351,1 milhões. O desempenho positivo do setor, impulsionado pela alta demanda internacional por itens como manga e maçã, foi destaque no programa AgroBand desta quarta-feira (22).
A manga consolidou-se como um dos principais motores desse avanço, com crescimento expressivo de 69% em valor e 40% em volume. Outra cultura que apresentou números robustos foi a melancia, que avançou 40% em faturamento no mercado externo.
Desempenho recorde da maçã e abacate
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por um salto histórico nas exportações de maçã. A cultura registrou um aumento de 215% em valor e 228% em volume de embarques. Esse movimento indica um ganho de mercado acelerado para os produtores brasileiros da fruta.
O abacate também manteve a trajetória de alta, com crescimento de 18% em valor e 38% em volume. A banana e o mamão (papaya) seguiram o ritmo positivo, com elevações de 32% e 19% em faturamento, respectivamente.
Por outro lado, o setor de uvas enfrentou retração no período. Os embarques da fruta caíram 18% em volume, o que gerou uma redução de 16% no valor arrecadado. Especialistas apontam que condições climáticas adversas e a dinâmica de oferta global influenciaram esse recuo específico.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Waldyr Promicia, avalia que o resultado demonstra a consistência do setor. Para o executivo, a qualidade e a regularidade da oferta brasileira são diferenciais no exterior.
Promicia destaca que a expectativa é de novos avanços a partir de maio, com a previsão de assinatura de novos acordos comerciais. Segundo ele, esses tratados devem reduzir barreiras e aumentar a competitividade das frutas brasileiras em mercados estratégicos.
Atualmente, uma comitiva de produtores brasileiros intensifica a agenda internacional para prospecção de negócios. O grupo participa da Macfrut 2026, na Itália, uma das maiores feiras globais do segmento, e seguirá para o Canadá em missão comercial para ampliar a presença da fruticultura brasileira na América do Norte.