O agronegócio brasileiro firmou uma parceria com o Google voltada à redução de emissões e à remoção de carbono da atmosfera. O projeto envolve lavouras de arroz no Rio Grande do Sul e é desenvolvido em conjunto com a empresa Terra Dot.
A iniciativa deve abranger mais de 200 mil hectares de arrozais no estado gaúcho e combina diferentes técnicas de manejo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a captura de carbono.
Manejo da água e pó de basalto
O projeto utiliza o manejo adequado da água nas lavouras de arroz, estratégia que busca reduzir as emissões de metano, um dos gases associados ao cultivo em áreas alagadas.
Outra frente envolve a aplicação de pó de basalto no solo, técnica que pode acelerar processos naturais de remoção de CO₂ da atmosfera.
A proposta reúne a produção agrícola e a prestação de serviços ambientais, criando uma possibilidade de remuneração adicional para os produtores participantes.
Nova fonte de receita para produtores
Segundo Antonio Cabrera, comentarista da BandNews TV, a iniciativa representa uma mudança na forma como a atividade agrícola pode participar do mercado de carbono.
Nesse modelo, além da produção de alimentos, o produtor pode ser remunerado pelos resultados ambientais obtidos na propriedade.
A tecnologia permite, portanto, combinar atividades tradicionais da fazenda, como o cultivo de soja, milho e arroz, com práticas voltadas à remoção de carbono.
Mercado de carbono no agro
A parceria também amplia as possibilidades de discussão sobre novas fontes de receita para o setor agropecuário.
A proposta é que a prestação de serviços ambientais seja incorporada à atividade produtiva por meio de mecanismos de mercado, em vez de depender exclusivamente de subsídios ou incentivos governamentais.
O projeto coloca áreas agrícolas do Rio Grande do Sul no centro de uma iniciativa que busca associar produção de alimentos, redução de emissões e remoção de carbono.